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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Eis o maior aglomerado de Galáxias conhecido



A imagem abaixo é o ACT-CL J0102-4915. Para os astrônomos mais íntimos, no entanto, ele é mais conhecido como El Gordo, porque é o maior aglomerado de galáxias do universo observável.
Uma pesquisa recente mostra que El Gordo tem o triplo de massa que o Aglomerado de Virgem, do qual a Via Láctea faz parte. São 3 mil trilhões (3 x 10^15) de massas solares, unidade de medida usada por astrônomos.
Quanto maior a massa, maior a quantidade de corpos celestes na galáxia, como estrelas, planetas e nebulosas – e maior é o aglomerado. Pesquisadores calcularam a massa de El Gordo medindo o quanto sua gravidade distorce as imagens de galáxias no plano de fundo.

Descoberto em 2011, El Gordo fica a 9,7 bilhões de anos-luz da Terra; ainda não se sabe quantas galáxias há dentro dele. Esta imagem do aglomerado, utilizada na análise da massa, foi capturada pelo telescópio Hubble.
Fonte: Gizmodo

sábado, 5 de abril de 2014

Vídeo mostra a imagem que a NASA levou 10 anos para capturar



A foto que ilustra essa matéria é apenas uma minúscula parte de uma gigantesca foto panorâmica capturada pelo telescópio espacial Spitzer da Nasa.
A captura feita em infravermelho pelo telescópio conseguiu agrupar toda a Via Láctea em uma única foto panorâmica — um arquivo de 6GB.
O telescópio Spitzer levou nada menos que 10 anos para capturar todas as imagens que geraram esta foto.
Para facilitar aos interessados, a Nasa separou a foto em uma série de imagens que podem ser acessadas na página oficial do Spitzer.
Além disso, também é possível baixar os arquivos em formato RAW — essas partes podem ser combinadas e formar a Via Láctea completa.

A foto original foi dividida em oito partes, sendo que cada uma contém 67.500 pixels. Uma impressão da imagem completa teria cerca de 45 metros de comprimento.
De acordo com a Nasa, a foto de 6GB traz detalhes de mais de 300 bilhões de estrela — sendo algumas com mais de 13.2 bilhões de anos — que ocupam uma galáxia com cerca de 100 mil anos luz de diâmetro.
A Nasa também divulgou um vídeo (abaixo) que garimpa por algumas das partes desta foto da Via Láctea.
Fonte: INFO

sexta-feira, 28 de março de 2014

10 fatos surpreendentes da astronomia que você precisa saber

Mesmo que o homem tem estudado os céus por milhares de anos, ainda sabemos muito pouco sobre o universo em que vivemos. E enquanto continuamos a aprender mais, coisas novas constantemente nos espantam. Aqui está uma coleção de interessantes fatos astronômicos, sem nenhuma ordem particular:

01. Nós vemos apenas 5% da matéria no Universo. O resto é composto de matéria invisível (chamada matéria escura) e uma misteriosa forma de energia conhecida como energia escura.

02. Estrelas de nêutrons são tão densas que uma colher de sopa de matéria delas pesa 100 milhões de toneladas.

03. Galileo Galilei é muitas vezes incorretamente creditado como o inventor do telescópio. Em vez disso, os historiadores agora acreditam que o inventor foi o holandês Johannes Lippershey. Galileu foi, no entanto, provavelmente, o primeiro a usar o dispositivo para estudar os céus.

04. Os buracos negros são tão densos e produzem uma gravidade tão intensa que nem a luz consegue escapar. No entanto, parte da matéria que os buracos negros engolem são devolvidas em forma de radiação, a chamada radiação Hawking. E sim, os buracos negros, ao longo de bilhões ou trilhões de anos, podem evaporar, teoricamente.

05. A luz das estrelas e galáxias distantes leva tanto tempo para chegar até nós que estamos na verdade vendo esses objetos como eles eram milhares ou mesmo milhões de anos atrás. Por exemplo, uma civilização avançada localizada a 100 milhões de anos-luz que apontasse um telescópio para a Terra visualizaria os dinossauros prosperando!

06. A Nebulosa do Caranguejo foi produzida por uma explosão de supernova no ano de 1054. Os astrônomos chineses e árabes na época observaram que a explosão foi tão brilhante que era visível durante o dia, e iluminou o céu noturno durante meses.

07. Estrelas cadentes são geralmente apenas pequenas partículas de poeira que caem na nossa atmosfera. Cometas às vezes passam pela órbita da Terra, e o calor do Sol dissocia as moléculas que constituem o corpo gelado, criando sua característica cauda.

08. O Sol produz tanta energia que a cada segundo o núcleo libera o equivalente a 100 bilhões de bombas nucleares.

09. Embora Mercúrio seja o planeta mais próximo do Sol, as temperaturas podem chegar a -280 graus F. Por que? Uma vez que Mercúrio praticamente não tem atmosfera, não há nada para reter o calor próximo à superfície. Então, o lado escuro de Mercúrio é muito frio.

10. Vênus é consideravelmente mais quente do que Mercúrio, embora esteja mais longe do sol. Sua espessa atmosfera repleta de gases de efeito estufa criam um ambiente absolutamente infernal.

quinta-feira, 27 de março de 2014

A vida inteira de uma Galáxia em apenas 2 minutos de vídeo

Você ainda não pode realizar passeios descompromissados pelo espaço, mas a tecnologia atual já permite que seja possível conferir a vida inteira de uma galáxia. É claro que o vídeo abaixo não mostra imagens reais, mas você vai assistir a uma simulação feita pela própria NASA.


Segunda a própria agência espacial, a reprodução mostra a vida de uma galáxia inteira. Por conta disso, 13,5 bilhões de anos vão ser resumidos em um vídeo que tem um pouco mais do que dois minutos — o que é um feito e tanto. Além disso, foi necessário usar um supercomputador, acumulando o que equivale a 1 milhão de horas de trabalho de um computador normal.

Se você prestar atenção, vai notar que há várias estrelas de diferentes cores. As vermelhas são as mais antigas, as brancas e as azuladas são as novas e as realmente azuis são distribuições de gás.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Vídeo retrata como seria viajar para o centro de uma Galáxia


Os cientistas creem que a maioria dos centros galácticos abriga buracos negros com milhões de vezes a massa do nosso sol.
Enquanto os buracos negros supermassivos são, como o nome sugere, buracos sugadores enormes mais parecidos com “nada”, os espaços em torno deles são muito vivos, tanto que toda a classe de objetos desta região ganha o revelador título de Núcleo Ativo de Galáxia (NAG).


O vídeo acima ilustra como um núcleo galáctico ativo se parece de perto. Um NAG típico geralmente gera discos de acreção maciços que alimentam o buraco negro central, bem como poderosos jatos elétricos que são liberados para o universo circundante. As nuvens de gás e poeira em órbita de buracos negros centrais são tão densas que ofuscam intermitentemente raios-X poderosos que caso contrário chegariam à Terra.
Toda essa atividade colorida nos faz querer conferir o fenômeno belo por conta própria, mas estamos seguros em nossa casa, com esse vídeo incrível para alimentar nossa imaginação.
Fonte: hypescience
Créditos do vídeo: NASA

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Uma imagem que fará você pensar que somos nada em relação ao Universo



A área cobria apenas um décimo do tamanho da Lua cheia… Nenhuma estrela podia ser vista a olho nu…
O Hubble então manteve sua câmera focalizada nesse ínfimo ponto do céu noturno por 4 meses. Foi isso o que ele viu...
Cada ponto (fraco ou forte) na imagem acima é uma galáxia
Somente nessa imagem há mais de 10.000 galáxias.
Cada galáxia contém cerca de 1 trilhão de estrelas.
Cada estrela pode ter um sistema planetário, parecido com o nosso ou não.

Tudo isso em um ponto onde parecia não haver nada.
Estamos no centro do universo observável, que se estende por mais de 90 bilhões de anos luz em todas as direções.
Um ano-luz corresponde a aproximadamente 9.460.800.000.000.00 km.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Selecionamos as 8 melhores imagens do Universo

Câmera do Hubble registra região de formação de estrelas


Está esta da galáxia NGC 2787, a 25 milhões de anos-luz da Terra.
Imagem mostra close-up da nebulosa Dumbbell, a 1,2 mil anos-luz da Terra, que também é formada pelos últimos suspiros de uma estrela.
A nebulosa Ovo fica a cerca de 3 mil anos-luz e se expande rapidamente alimentada por uma estrela à beira da morte, no centro da nuvem de gás e poeira.
A nebulosa N 49 é o que sobrou de uma supernova na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães
A Messier 64 é o resultado da colisão de duas galáxias e chama a atenção pela poeira escura, o que lhe dá o apelido de "olho negro"


Em forma de anel, a galáxia AM 0644-741 é maior que a Via Láctea e está repleta de jovens estrelas azuis
Nesta imagem do Hubble, uma nebulosa planetária está sendo criada durante a morte da estrela IC 4406, que ejeta material e forma a nuvem de gás.
BÔNUS:
A nebulosa NGC 1850 foi criada pela explosão de uma supernova e fica na galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

5 incríveis imagens que o telescópio Hubble já registrou

Nebulosa da Tarântula:
Localizada a 170 mil anos-luz da Terra, a Nebulosa da Tarântula — também conhecida como 30 Doradus — é uma região de intensa formação, na qual milhões de jovens estrelas surgem em meio às espessas nuvens de gás e poeira.

Buraco negro:
A fotografia acima foi capturada com a ajuda do radiotelescópio VLA, localizado no Novo México, o qual permitiu que o Hubble pudesse fazer observações de um buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia Hércules A. As nuvens avermelhadas são longos jatos de gás sendo expelidos pelo gigante.

Sharpless 2-106:
A Sharpless 2-106 é uma região do espaço localizada a 2 mil anos-luz da Terra na qual ocorre a formação de novas estrelas. Nela existe uma grande quantidade de poeira e gás, e a distribuição desses materiais confere a essa área o formato parecido ao de um anjo.

NGC 922:
Esta bela galáxia espiralada tem uma história bem interessante: há mais de 300 milhões de anos, uma galáxia menor se chocou exatamente contra o centro da NGC 922, provocando uma série de ondas de energia gravitacional que resultou em várias áreas de formação de novas estrelas, que são as zonas de cor avermelhada que podem ser vistas na imagem.

Explosão estelar:
A curiosa foto acima — composta a partir de imagens em raios x — mostra os remanescentes da formação de uma supernova que ocorreu há 400 anos na Grande Nuvem de Magalhães, que se encontra a uma distância de 170 mil anos-luz da Terra. O aro vermelho é tudo o que restou da explosão, e os tons azulados e esverdeados da imagem mostram o aquecimento dos gases provocado pela onda de choque resultante da formação da supernova.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Conheça a galáxia mais distante já conhecida até hoje

Os telescópios Spitzer e Hubble, da NASA, descobriram uma nova galáxia no limite do Universo observável. É tão jovem que tem apenas 650 milhões de anos, o que não é nada em termos cosmológicos (nosso universo tem 13,8 bilhões de anos). Se confirmada, será a galáxia mais distante que já vimos.
Seu nome é Abell 2744 Y1 e é muito pequena em comparação com a nossa galáxia: 30 vezes menor. Mas ao contrário da nossa boa e velha Via Láctea, Abell produz muito mais estrelas: dez vezes mais, para ser exato.
A galáxia foi descoberta através de um fenômeno conhecido como lente gravitacional, previsto por Albert Einstein. Objetos muito massivos, como aglomerados de galáxias, estão entre a Terra e a galáxia recém-descoberta. Por serem muito massivos, um deles distorce a luz de objetos atrás (no caso, 2744 Y1), criando um efeito de lente natural.
A galáxia tem um redshift de 8. Redshif (ou desvio para o vermelho) é uma “medida do grau em que sua luz foi deslocada para comprimentos de onda mais avermelhados devido à expansão do nosso universo”, o que nos diz o quão longe a galáxia está de nós – no caso, no limite do universo observável.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Conheça a maior galáxia já descoberta até hoje

Galáxias. O Universo está cheio delas. Elas salpicam a vasta escuridão do espaço intergaláctico por 13 bilhões de anos, com suas numerosas estrelas e incontáveis planetas.
Galáxias estão agrupadas em três variações de tamanho: galáxias anãs, galáxias espirais de médio alcance, e galáxias elípticas gigantes.
Galáxias anãs – estas são as menores galáxias que já foram classificadas. E elas são bastante pequenas (relativamente falando, pois elas ainda são incrivelmente grandes em “termos humanos”). Muitas destas galáxias tem apenas cerca de 200 anos-luz de diâmetro, e contém apenas algumas dezenas de milhões de estrelas, pesando apenas pouco mais do que um aglomerado de estrelas.
O segundo grupo inclui as galáxias em espiral, como a nossa própria Via Láctea (mais especificamente, ela é uma galáxia espiral barrada). Estas são as galáxias mais comuns observadas no Universo, e compõem entre 60- 75% de todas as galáxias já encontradas.
Agora nos aproximamos das maiores galáxias – as elípticas. Elas variam em forma de “quase esféricas” para “quase planas”, e podem conter até um trilhão de estrelas.
E o destaque vai para IC 1101. Essa é a maior galáxia já encontrada no Universo. Ela está localizada a quase um bilhão de anos-luz de distância.
O quão grande ela é? Esta colossal galáxia tem um diâmetro de 6 milhões de anos-luz e uma massa de cerca de 100 trilhões de estrelas. Tem quase 50 vezes o tamanho da nossa própria Via Láctea e é 2.000 vezes mais massiva. Se nossa galáxia fosse substituída com esta super-gigante, ela iria engolir as duas nuvens de Magalhães, a galáxia de Andrômeda, a galáxia do Triângulo, e quase todo o espaço entre elas. Isso é simplesmente estarrecedor.
Durante bilhões de anos, galáxias do tamanho da nossa se colidiram e se fundiram para formar esta imensa estrutura. Observações telescópicas também revelaram um fato interessante sobre as estrelas dentro desta galáxia. Normalmente, as galáxias de cor azul sinalizam uma formação estelar ativa, enquanto galáxias com tons amarelo-vermelho indicam um cessar no nascimento de novas estrelas. IC 1101 dá luz à poucas novas estrelas. A não ser que ela continue a se colidir e se juntar com outras galáxias mais jovens, IC 1101 acabará desaparecendo.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Veja como será o céu entre os dias 30 de dezembro a 5 Janeiro e os principais eventos astronômicos de 2014

Neste vídeo você verá quais foram os principais eventos astronômicos de 2013 e os principais de 2014 e como será o céu entre os dias 30 de dezembro a 5 Janeiro.

Veja:



O site Mistérios do Espaço agradece a todos que vistam e Feliz 2014 a Todos! :)
Vídeo: univesptv

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

44 milhões de estrelas e galáxias são catalogadas

Dezenas de milhões de estrelas e galáxias foram catalogados corretamente pela primeira vez. O trabalho formidável foi feito por pesquisadores da Universidade de Sydney, da Austrália, e da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, através da combinação de dados fotográficos e digitais tomados de duas grandes pesquisas astronômicas separadas por 60 anos.
O novo catálogo acaba de ser publicado no The Astrophysical Journal Supplement Series. Ele representa uma das compilações mais abrangentes e precisas de estrelas e galáxias já produzidas, cobrindo 35% do céu e usando dados tomados desde 1949.
Os pesquisadores começaram a catalogação através do exame de uma coleção de 7.400 fotos antigas. Os astrônomos então meticulosamente combinaram todos os objetos com medidas mais modernas tomadas pelo Sloan Digital Sky Survey. Usando critérios rigorosos para ter certeza absoluta a respeito de cada estrela e galáxia, os pesquisadores produziram um catálogo final de 44 milhões de estrelas e galáxias.
“Graças a algoritmos computacionais inteligentes, felizmente não precisamos inspecionar todas as estrelas e galáxias individualmente”, disse o professor Bryan Gaensler, um dos líderes do projeto. “Mas, mesmo assim, tivemos que testar tudo para ter certeza de que os dados estavam corretos. Isso levou mais de um ano.”
O novo trabalho dá medições muito mais precisas do brilho de cada estrela individual catalogada. E como o trabalho teve dados coletados desde 1949, foi possível acompanhar como cada estrela mudou durante esse curto período de tempo.

domingo, 27 de outubro de 2013

NASA registra uma galáxia sendo engolida por outra

Você já sabe que o Universo está em constante movimento, certo? E que quando falamos em Universo, precisamos pensar sempre em coisas grandes, muito grandes, provavelmente maiores do que a sua mente é capaz de imaginar – e isso é absolutamente normal, não se preocupe.
Recentemente a NASA divulgou uma imagem incrível, que mostra uma galáxia “pequena” sendo engolida por outra, imensa, em espiral. Só para você ter uma ideia, essa colisão ocorreu a 60 milhões de anos-luz da Terra e pode durar por aproximadamente 50 milhões de anos.
O registro foi feito pelo observatório de raios x Chandra, um telescópio espacial que foi lançado em 1999. Essa é a primeira vez que a agência conseguiu documentar esse tipo de colisão com raios x. O que você na imagem é o gás resultante de uma imensa colisão – ainda não é claro qual é a movimentação feita pelo gás no espaço. O que se sabe é que esse tipo de “acidente” parece ser realmente incrível. O que você achou da imagem?