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domingo, 13 de abril de 2014

Vídeo incrível mostra como você é insignificante no universo



Seu corpo é composto por milhões de células, que por sua vez contém milhões de moléculas, que são constituídas por átomos – que, apesar do nome, não são mais indivisíveis.
Você, um ser humano, vive no Planeta Terra, que é parte do Sistema Solar, que é apenas um sistema dentro da Via Láctea que, por sua vez, é só uma das milhões de galáxias do universo.
Provavelmente, você aprendeu tudo isso na escola – mas nem sempre é fácil visualizar a real proporção das coisas, por isso assista ao vídeo abaixo:

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Se você levasse uma bússola para o espaço ela iria apontar para onde?



Depende! A princípio, ela fica literalmente desnorteada. Se a bússola estiver em uma nave espacial, por exemplo, será afetada pelo campo magnético gerado pelos fios da própria espaçonave. Afinal, uma bússola nada mais é que um detector desse tipo de campo.
Caso o instrumento fique livre no espaço, longe de qualquer astro, não encontrará um campo magnético para onde apontar. É que, no vácuo próximo da Terra, o único elemento com alguma força magnética é o vento solar - o jato de partículas ejetado continuamente pelo Sol. Uma bússola convencional, porém, não notaria sua existência, já que ele produz um campo 5 000 vezes mais fraco que o do nosso planeta. Se ela se aproximar de algum corpo com campo magnético forte, como o próprio Sol, apontará para ele.

Já se ela estiver perto do astro, mas junto de uma das chamadas manchas solares (regiões escuras e pequenas, mas com um campo magnético fortíssimo), sua agulha será atraída por ela. Resumindo: o equipamento só serve como guia se estiver na Terra ou bem próximo dela. Nesse último caso, ele apontaria sempre para o Canadá - onde fica o Pólo Norte magnético, a centenas de quilômetros do Pólo Norte geográfico.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Você sabia que os EUA já tentou colocar agulhas de cobre ao redor da Terra?

Da mesma forma que alguns países asiáticos têm fama por suas estranhezas, os EUA são conhecidos e temidos por seus supostos serviços de inteligência e, nesse sentido, algumas histórias conhecidas por poucos parecem mais enredo de ficção científica.
Imagine o cenário da Guerra Fria, envolto em longas disputas entre os EUA e a União Soviética, mas sem, ainda, muita tecnologia de comunicação e espionagem. Em 1958, a Força Aérea Norte-americana pediu para que alguns cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolvessem um sistema de comunicação internacional. Esse sistema, porém, deveria enviar milhões de agulhas para o espaço. Sim, agulhas.

Você pode até estar acostumado a manter contato com as pessoas por meio do seu celular, de chats, redes sociais e afins, mas nos anos de 1960 a coisa era bem diferente. Àquela época, as comunicações internacionais eram superlimitadas e dependiam de transmissões por meio de cabos submarinos ou precários sinais de rádio. Era comum que algumas sabotagens, como o corte de cabos, fossem realizadas.

O projeto
Ainda que os meios de comunicação fossem precários, já se sabia, por exemplo, que uma região no alto da atmosfera terrestre tem uma camada ionizada pela radiação ultravioleta do Sol, e as partículas ionizadas dessa região são capazes de refletir, refratar ou absorver ondas de rádio. Não se sabia ao certo se isso permitiria a realização de transmissão de rádio ou se interferiria nessas transmissões – a quantidade de ionização poderia variar.

Essa variação poderia ocorrer devido ao recebimento de labaredas solares, por exemplo, o que era inaceitável para alguns chefes militares. Eles queriam fazer algo para combater essas interferências. Nasceu, então, o Projeto West Ford, nomeado em homenagem à cidade de Westford, em Massachusetts.
A ideia era enviar 480 milhões de microagulhas de cobre, com menos de 1 cm de comprimento, para a órbita terrestre. Isso poderia equilibrar o nível de ionização da camada capaz de realizar transmissões de rádio. Em 1961 foi realizada a primeira tentativa, mas sem sucesso, já que as agulhas não se espalharam como era esperado.

Tentativas
Dois anos depois, um satélite da Força Aérea lançou mais de 350 milhões de agulhas em direção à órbita terrestre, mas as agulhas se espalharam formando um anel não muito grande, com 50 agulhas por quilômetro cúbico, ainda assim possibilitando respostas animadoras.

Mesmo com os resultados teoricamente promissores, o projeto não era apoiado por todos os que sabiam dele. Soviéticos aliados, militares norte-americanos e astrônomos, principalmente, temiam que os cinturões de agulhas de cobre pudessem interferir em suas observações. Para evitar futuros problemas, o projeto começou a programar suas agulhas para permanecerem em órbita por um período de no máximo cinco anos. Além disso, grupos e organizações científicas passaram a exigir acesso às informações do projeto, o que mais tarde os possibilitou participar e avaliar alguns lançamentos espaciais.
A maior indignação dos que contestavam os rumos do projeto estava relacionada com o fato de que o espaço sobre a Terra não pertence a nenhuma nação, e os EUA queriam, simplesmente, dominar esse espaço.

Satélites são mais eficientes
Ainda assim, algum tempo depois, mais um lançamento foi feito, mas a criação do sistema de comunicações via satélite, em 1966, tornou a ideia das agulhas extremamente obsoleta, imatura e esquecida. Aos poucos, ninguém mais falava de West Ford.
A Guerra Fria acabou, o tempo passou, tem muita gente que nem sabe que esse projeto existiu, mas ainda existem agulhas pairando sobre a órbita do nosso planeta – pelo menos muitas delas já foram identificadas em imagens feitas recentemente, embora seja praticamente impossível saber ao certo quantas dessas agulhas ainda existem no espaço. Estimativas apontam que muitas delas devem ter caído em regiões do Ártico.

Essa história inspirou um acordo, conhecido como Tratado do Espaço Exterior, feito em 1967, que prevê a proteção contra a militarização e a degradação do espaço sideral, considerando que nenhum país pode requerer a posse do espaço ou de qualquer corpo celeste. Você já tinha ouvido falar dessa história?

domingo, 30 de março de 2014

Você sabia que a ISS foi equipada com um canhão? Entenda.

Um canhão instalado no módulo japonês da Estação Espacial Internacional (ISS) já está operando. Calma, o canhão não dispara projéteis ou raios laser para proteger a Terra contra naves alienígenas. Ao invés disso, o objeto, chamado de J-SSOD (JEM Small Satellite Orbital Deployer) lança minissatélites, conhecidos como cubesats, em órbita para pesquisa e exploração espacial.

O módulo japonês da ISS, Kibo, está equipado com um braço robótico e uma plataforma exterior que pode ser usada para realizar experimentos em microgravidade e no vácuo do espaço. Foi com esse braço robótico – e o canhão J-SSOD anexado –  três cubesats foram lançados, com a ajuda do astronauta Koichi Wakata, da agência espacial japonesa JAXA, e de Mike Hopkins, astronauta da NASA.

O sistema foi previamente testado em outubro de 2012, com o lançamento de cinco minissatélites cubesats.
De acordo com a agência JAXA, os cubesats têm 10 centímetros de altura, largura e comprimento. No dia 19 de novembro, o astronauta Wakata publicou uma atualização em seu Twitter com uma foto dos três satélites lançados (abaixo), juntamente com um texto em que dizia que tinha trabalhado com a equipe da JAXA para lançá-los.

sexta-feira, 28 de março de 2014

10 fatos surpreendentes da astronomia que você precisa saber

Mesmo que o homem tem estudado os céus por milhares de anos, ainda sabemos muito pouco sobre o universo em que vivemos. E enquanto continuamos a aprender mais, coisas novas constantemente nos espantam. Aqui está uma coleção de interessantes fatos astronômicos, sem nenhuma ordem particular:

01. Nós vemos apenas 5% da matéria no Universo. O resto é composto de matéria invisível (chamada matéria escura) e uma misteriosa forma de energia conhecida como energia escura.

02. Estrelas de nêutrons são tão densas que uma colher de sopa de matéria delas pesa 100 milhões de toneladas.

03. Galileo Galilei é muitas vezes incorretamente creditado como o inventor do telescópio. Em vez disso, os historiadores agora acreditam que o inventor foi o holandês Johannes Lippershey. Galileu foi, no entanto, provavelmente, o primeiro a usar o dispositivo para estudar os céus.

04. Os buracos negros são tão densos e produzem uma gravidade tão intensa que nem a luz consegue escapar. No entanto, parte da matéria que os buracos negros engolem são devolvidas em forma de radiação, a chamada radiação Hawking. E sim, os buracos negros, ao longo de bilhões ou trilhões de anos, podem evaporar, teoricamente.

05. A luz das estrelas e galáxias distantes leva tanto tempo para chegar até nós que estamos na verdade vendo esses objetos como eles eram milhares ou mesmo milhões de anos atrás. Por exemplo, uma civilização avançada localizada a 100 milhões de anos-luz que apontasse um telescópio para a Terra visualizaria os dinossauros prosperando!

06. A Nebulosa do Caranguejo foi produzida por uma explosão de supernova no ano de 1054. Os astrônomos chineses e árabes na época observaram que a explosão foi tão brilhante que era visível durante o dia, e iluminou o céu noturno durante meses.

07. Estrelas cadentes são geralmente apenas pequenas partículas de poeira que caem na nossa atmosfera. Cometas às vezes passam pela órbita da Terra, e o calor do Sol dissocia as moléculas que constituem o corpo gelado, criando sua característica cauda.

08. O Sol produz tanta energia que a cada segundo o núcleo libera o equivalente a 100 bilhões de bombas nucleares.

09. Embora Mercúrio seja o planeta mais próximo do Sol, as temperaturas podem chegar a -280 graus F. Por que? Uma vez que Mercúrio praticamente não tem atmosfera, não há nada para reter o calor próximo à superfície. Então, o lado escuro de Mercúrio é muito frio.

10. Vênus é consideravelmente mais quente do que Mercúrio, embora esteja mais longe do sol. Sua espessa atmosfera repleta de gases de efeito estufa criam um ambiente absolutamente infernal.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Qual seria o cheiro do espaço?


Parece bizarro imaginar como seria o cheiro do espaço, mas é possível saber que odor você sentiria se estivesse lá em cima. De acordo com Louis Allamandola, fundador e diretor do laboratório de Astrofísica e Astroquímica da NASA, o espaço é cheio de moléculas aromáticas que têm cheiro de metal, fumaça de diesel e churrasco. Astronautas já afirmaram que o espaço cheira como bife frito ou queimado.
Porém, não é possível identificar o verdadeiro e puro cheiro do espaço – afinal, a região é um vácuo, e os humanos morreriam tentando. Mas quando os astronautas saem de suas estações espaciais, os compostos ficam em suas roupas e pegam uma carona de volta à estação.

domingo, 23 de março de 2014

Os 8 maiores observatórios do mundo

Objetos tanto na Terra quanto no espaço emitem outros tipos de radiação eletromagnética detectável, como ondas de rádio, que penetram a poeira. E nossos belíssimos e gigantescos telescópios de rádio podem ver esses fenômenos baseados nas ondas de rádio emitidas. Eles observam os maiores comprimentos de onda de luz – que variam de 1 milímetro a 10 metros – e através dos seus olhos sofisticados, conseguimos ver estrelas e planetas que nascem e morrem, estudar galáxias e buracos negros, ver os ecos do Big Bang e das primeiras galáxias do universo. Com conjuntos de grandes radiotelescópios, no futuro próximo astrônomos vão conseguir criar um mapa muito mais nítido e detalhado da matéria escura invisível – que, estima-se, constitui 85% da matéria total do universo.

Listamos os 8 maiores Observatórios do mundo:

O Observatório Arecibo em Porto Rico é o maior e mais sensível radiotelescópio com um prato do mundo.


O Telescópio do Polo Sul, com 9 metros de diâmetro, está localizado na Estação Amundsen-Scott, na Antártica.
Com 100 metros de diâmetro, o telescópio Robert C. Byrd, em West Virginia, nos EUA, é o maior telescópio móvel do mundo. Ele também é o maior objeto móvel construído em terra.


Eis a antena em Pie Town, no Novo México, que faz parte do Very Long Baseline Array, após uma tempestade de neve. Ela é uma das 10 antenas idênticas de 22 metros de diâmetro que observam o universo do Havaí às Ilhas Virgens.
No deserto do Atacama, no Chile, um conjunto com 66 radiotelescópios de 10 metros de altura e 6 metros de diâmetro.
O radiotelescópio KAT-7, na África do Sul, consiste em sete pratos de 10 metros de diâmetro.
O radiotelescópio Giant Metrewave, localizado próximo a Pune, na Índia, é um conjunto de telescópios de rádio com comprimentos de onda de metro.


Este observatório está localizado no Novo México, nos Estados Unidos. Ele consiste de 27 antenas independentes, e cada um delas tem diâmetro de 22 metros.

Fonte: Giz modo

sábado, 22 de março de 2014

Brasileiro registra time lapse incrível

Marcius Clapp, repórter cinematográfico pelo Canal Futura e diretor de fotografia pela Caravana Time Lapse, e sua equipe saíram do Rio de Janeiro num fusca ano 1994 e foram até a Caatinga do Ceará, na cidade abandonada chamada Cococi (no município de Parambu).
Fizeram aqui um grande time lapse realizado durante os 25 dias que ficaram acampados. Até hoje nenhum brasileiro tinha registrado o céu do Brasil com a tamanha qualidade como eles conseguiram.


Assista:


Mandacaru Time Lapse from Marcius Clapp on Vimeo.

Créditos: Marcius Clapp e sua equipe.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Você já parou para pensar qual é a cor do universo?

Provavelmente você ainda não conjecturou sobre isso, mas pense um pouco: Qual é a cor do universo?
A resposta certa pode parecer preto: é a cor do espaço quando olhamos para ele, e é uma cor bastante comum, mesmo aqui na Terra. Se não for isso, então branco, talvez?
Os cientistas determinaram que a cor real do universo é uma espécie de bege que você pode encontrar na sala de espera de um médico. A conclusão foi feita por um par de astrofísicos britânicos da Universidade Johns Hopkins. Eles coletaram amostras de luz de 200 mil galáxias diferentes e ligaram os dados em um programa de computador que criou uma única cor composta com base nos dados. Mesmo com todas as fotos incríveis que já vimos de galáxias distantes, nebulosas, estrelas e planetas, a cor do universo é, no final, um bege sem graça.

Na sua primeira tentativa, eles obtiveram uma cor muito mais interessante. Suas conclusões iniciais sugeriram que a cor era, na verdade, uma espécie de turquesa pálida, mas uma revisão nos dados apontou erros nos cálculos. O primeiro programa de computador que foi usado baseou todas as suas cores em um estranho tom branco, que não era tão puro, apresentando deformidade no resultado final. Na forma mais pura do branco, a cor final recebeu um leve toque de azul, resultando em uma textura bege.
Uma vez que a cor foi determinada, os pesquisadores fizeram uma votação para nomear a coloração. O nome vencedor? Latte Cósmico.

segunda-feira, 17 de março de 2014

Descoberta incrível confirma o Big Bang



Diz a teoria que em algum momento há cerca de 13,8 bilhões de anos o Universo que habitamos surgiu a partir da flutuação quântica de um ponto de infinitas energia e densidade, ou “singularidade”, num evento extraordinário que foi apelidado de Big Bang. Este Universo primordial, no entanto, era extremamente quente, tanto que nem os átomos conseguiam se formar. Assim, para que pudéssemos ter estrelas, planetas, galáxias e mesmo nós, ele deve ter passado por um período de rápida expansão e consequente esfriamento, processo que ficou conhecido como “inflação”. E graças a meticulosas observações e análises de dados obtidos por um telescópio especial instalado no Polo Sul, isso tudo agora é mais do que apenas uma teoria.
Segundo os cientistas, é possível ver nas medições as marcas das ondas gravitacionais geradas pela inflação na chamada radiação cósmica de fundo, o “eco” em micro-ondas do Big Bang, quando o Universo tinha meros trilionésimos de trilionésimos de trilionésimos de segundo de existência, ou um dividido por um e seguido de 37 zeros.

Previsão de quase um século atrás
Previstas por Albert Einstein em sua Teoria da Relatividade Geral há quase um século, as ondas gravitacionais são dobras no tecido do espaço-tempo formadas pelo movimento de qualquer objeto dotado de massa, assim como uma pedra atirada em um lago provoca perturbações em sua superfície. O problema é que estas ondas são tão pequenas que, para poderem ser detectadas diretamente com a tecnologia atual, é preciso que estes objetos sejam muito grandes e estejam se movendo a enormes velocidades, como a fusão de dois buracos negros. Diversos experimentos espalhados pelo mundo estão buscando este tipo de onda gravitacional, ainda sem sucesso, mas o que a equipe internacional de cientistas liderada por John Kovac, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos EUA, anunciou ter encontrado nesta segunda-feira vai muito além.
De acordo com os pesquisadores, o poderoso processo de inflação do Universo primordial gerou ondas gravitacionais centenas de milhares de anos antes do aparecimento do primeiro buraco negro que podem ser vistas no modo como a radiação cósmica de fundo foi polarizada, no que seria não só a primeira evidência direta da existência destas ondas como da própria inflação. Como esta radiação é uma forma de luz, ela tem as mesmas propriedades da luz, entre elas a polarização, uma espécie de “giro”, ou preferência, por uma direção. Desta forma, assim como na Terra a luz solar é espalhada pela atmosfera e os óculos polarizadores reduzem a sensação de ofuscamento provocado por este fenômeno, no espaço as ondas gravitacionais do Universo primordial polarizaram a radiação cósmica de fundo fazendo com que apresentem regiões com “giros” que foram detectados pelo experimento no Polo Sul, batizado BICEP2.
— Foi como estar procurando por uma agulha num palheiro e encontrar um pé-de-cabra — resumiu Clem Pryke, professor de física e astronomia da Universidade de Minnesota, também dos EUA, e um dos integrantes da equipe de Kovac.

‘Arma fumegante’

Para os especialistas, se as medições feitas pelo BICEP2 forem confirmadas por outros experimentos, a descoberta anunciada ontem deverá se juntar à detecção do bóson de Higgs, a partícula que dá massa a tudo que existe, em 2012, como uma das mais importantes do século, melhorando nossa compreensão sobre do que o Universo é feito, a forma que ele surgiu e por que é do jeito que é.
— Este trabalho nos oferece pistas sobre algumas de nossas questões mais básicas, como “por que existimos?” e “como o Universo teve início?” — destacou Avi Loeb, físico teórico da Universidade de Harvard. — Estes resultados são não só a “arma fumegante” da inflação como também nos dizem quando a inflação aconteceu e quão poderoso foi este processo. E parece que a inflação realmente ocorreu, o que desde 1980 era apenas uma especulação.
Especulação que veio da mente de Alan Guth, então um jovem físico trabalhando na Universidade de Stanford, EUA, que contou nunca ter esperado ver sua teoria confirmada por observações enquanto estivesse vivo e ficado gratamente surpreso com o anúncio desta segunda-feira.
— Com a natureza, temos que ter sorte, e aparentemente tivemos muita — comemorou Guth.

domingo, 16 de março de 2014

5 frases que não foram ditas por Albert Einstein

Certa vez, Albert Einstein disse: “Não acredite em todas as citações com meu nome na Internet, pois muitas são mentirosas”. Ok, brincadeiras à parte, Albert Einstein completaria 135 anos nesta semana e este artigo busca citar algumas frases indevidamente atribuídas ao ícone da ciência.

1. “Todo mundo é genial. Mas se você julgar um peixe por sua capacidade de subir em uma árvore, passará a vida toda acreditando que ele é estúpido”.

Esta citação é muito comum em livros e artigos de autoajuda e superação. Entretanto, apesar de ser uma frase bonita e de efeito, não foi dita por Albert Einstein. A citação apareceu pela primeira vez no livro ‘The Rhythm of Life: Living Every Day with Passion and Purpose’ (2004), Kelly, Matthew. No entanto, não há evidência de que foi dita por Einstein.

2. “A lógica te levará de A para B. A imaginação te levará para qualquer lugar”.

Mais uma citação motivacional que é falsamente atribuída para Einstein. Mesmo circulando pela Internet com atribuição ao cientista, também não existem evidências que comprovem a autoria.

3. “Qualquer tolo inteligente pode fazer coisas parecem grandes, complexas e exorbitantes. Andar no caminho oposto exige um toque de sabedoria e coragem”.

Esta citação foi originalmente escrita por E.F. Schumacher em 1973, na dissertação “Small is Beautiful”, do livro “The Radical Humanist”, volume 37, página 22. A primeira vez que esta frase foi falsamente atribuída a Albert Einstein em 1997, já com o advento da Internet, e acabou com uma grande repercussão.

4. “Recuso-me a acreditar que Deus joga dados com o universo”.

Esta frase foi baseada em uma carta enviada por Einstein para Cornelius Lancznos, como citado no livro Albert Einstein, o Lado Humano: “Você é a única pessoa que conheço que tem a mesma atitude que a minha em relação à física: Acredita na compreensão da realidade através de algo basicamente simples e unificado… Parece difícil olhar as cartas de Deus. Mas que Ele joga dados e usa métodos ‘telepáticos’, é algo em que não consigo acreditar”. A frase existe, mas a versão que ficou famosa na Internet foi adaptada de uma carta particular.

5. “Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo que conta pode ser contado”.

Apesar de interessante, esta frase nunca foi dita por Einstein. O site Quote Investigator aponta para um artigo de 1963 do sociólogo William Bruce Cameron: “Seria bom se todos os dados que os sociólogos exigem pudessem ser numerados porque então poderíamos rodá-los através de máquinas IBM e desenhar tabelas como economistas fazem. No entanto, nem tudo que pode ser contado conta, e nem tudo que conta pode ser contado”.

sábado, 15 de março de 2014

Venha assistir o canal da NASA TV online em HD

Pra quem não sabe a NASA tem um canal online, para assistir você pode optar pelo play abaixo ou no site da NASA.

Ao vivo abaixo:
 
Live streaming video by Ustream

terça-feira, 11 de março de 2014

Seria a matéria escura o real motivo da extinção dos dinossauros?

Pelo menos é o que diz dois astrofísicos em um artigo recente. Um fino disco de matéria escura percorrendo nossa galáxia pode estar por trás de grandes quedas de meteoritos que se acredita terem sido responsáveis por algumas das grandes extinções em massa do planeta Terra, incluindo aquela dos dinossauros.
Meteoritos atingem a superfície da Terra regularmente. 30 anos atrás, físicos sugeriram que este bombardeamento se intensifica ciclicamente, apontando alguma causa cósmica desconhecida. Uma explicação proposta na época era que o sol possuía uma companheira estelar não detectada, chamada de “Nêmesis” ou “Estrela da Morte”, que regularmente se balança, mandando cometas da remota nuvem de Oort para o nosso Sistema Solar interior.
milkywayOs físicos teóricos Lisa Randal e Mattew Reece, da Universidade de Harvard, reciclaram outra proposta antiga, em seu último artigo, no qual o sol, durante seu movimento oscilatório pelo “braço” da via láctea, atravessa uma densa camada de matéria escura que causa um “empurrão” gravitacional que acarreta a perturbação dos cometas da nuvem de Oort
Modelos anteriores não conseguiam verificar uma força gravitacional poderosa o bastante para causar esse efeito. Mas Randal e Reece tentam demonstrar que um fino disco de matéria escura no centro da galáxia poderia fazer exatamente isso, causando tempestades de cometas com periodicidade de aproximadamente 35 milhões de anos. Isto bate com algumas evidências estatísticas fracas encontradas em avaliações recentes de crateras de impacto. O artigo será publicado no periódico Physical Review Letters.

Matéria escura geralmente é pensada como interagindo muito fracamente com a matéria e, portanto, não estaria apta a formar tal disco. Mas os autores sugerem que uma pequena fração de matéria escura poderia se comportar de forma bem diferente. Ano passado, eles desenvolveram o conceito da “matéria escura dissipativa”, uma forma especulativa de matéria escura proposta numa tentativa de explicar sinais análogos do centro da galáxia observados pelo Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi. O modelo dos pesquisadores contempla um disco escuro de aproximadamente 35 anos-luz (10 parsecs) de espessura, com uma densidade de cerca de uma massa solar por ano luz ao quadrado (10 massas solares por parsec ao quadrado) – denso o bastante para disparar chuvas de meteoros periódicas.
Evidência de um ciclo de 35 milhões de anos, baseado nos registros de crateras de impacto, são superficiais, segundo Randall. Flutuações no registro de crateras significa que a busca por periodicidade sempre trarão provavelmente algumas correlações. Então ela e Reece contornaram o problema e previram que período poderia ser, dentro da base do seu modelo. “Se você então encontrar algo que bate com as informações, terá uma significância estatística muito maior do que teria de outra forma”.
Eles compararam seu modelo, usando um ciclo de 35 milhões de anos, com o registro de crateras de mais de 20 km e criadas nos últimos 250 milhões de anos. Comparado com os bombardeamentos aleatórios de cometas, o modelo teve uma taxa de semelhança de 3, o que significa que bate com as datas observadas das crateras 3 vezes melhor que uma taxa aleatória.
Coryn Bailer-Jones, astrofísico do Max Planck Institute for Astronomy em Heidelberg, na Alemanha, discorda dos resultados. Ele diz que uma semelhança de 3 para 1 é um nível que “você normalmente nem se incomodaria em mencionar”. Ajustando os parâmetros que descrevem o disco escuro, você poderá encontrar diferentes resultados, segundo ele, nem sequer o modelo leva em consideração o fato de que asteroides, que não estão tão longe quanto a nuvem de Oort, podem ter causado as crateras.
A seleção arbitrária de crateras e o fato de que algumas estimativas de idade possuem margens de erro, adiciona certo ceticismo, segundo Adrian Melott, astrofísico da Universidade do Kansas. “Matéria Escura Dissipativa é uma explicação possível, mas não está claro se está explicando algo real”, diz.
Randall admite o caráter especulativo do modelo, mas considera um exercício válido. “O modelo está tentando tornar uma ideia meio maluca em ciência, dizendo que fará previsões baseadas nisso. Não estamos dizendo que 100% disso irá se provar verdade.”
Apesar das evidências estarem longe de serem sólidas, astrônomos serão capazes de testar se este disco escuro existe e se possui a densidade predita pelo modelo. A Missão Gaia, da Agência Espacial Europeia, lançada ano passado, mapeará o campo gravitacional da galáxia e poderá descartar ou confirmar a presença deste disco escuro.
Fonte: Astropt

segunda-feira, 10 de março de 2014

Assista ao episódio 1 da série COSMOS online em HD

COSMOS teve sua estreá na FOX americana ontem as 22 horas (Horário de Brasilia). Pra quem não assistiu, aqui está o episodio de ontem:



Lembrando: No Brasil terá sua estreá será dia 13 de Março as 21 horas (Horário de Brasilia) no National Geographic Channel Brasil. Serão 13 episódios que serão exibidos semanalmente.

domingo, 9 de março de 2014

Novo COSMOS estreará no Brasil dia 13 de Março

O episódio de estréia do novo COSMOS irá ao ar simultaneamente em várias redes estadounidenses, sendo todo o rol de canais: FOX, National Geographic Channel, FX, FXX FXM, FOX Sports 1, FOX Sports 2, Nat Geo Selvagem, Nat Geo Mundo e FOX Life, as 21h (9 PM). Este evento de lançamento multi-canais da Fox Networks Group, juntamente com a estréia internacional nos seus respectivos canais da rede FOX (No nosso caso, a National Geographic Brasil, dia 13 de março), tornará o novo COSMOS disponível em 220 canais em 181 países, com uma pegada global de mais de meio bilhão de lares. Mais de 500 milhões de lares! Para efeito de comparação, o COSMOS original estreou somente no canal PBS.

Após o evento de estréia multi-canal, COSMOS continuará sua exibição semanalmente, através de 13 episódios (como o original), exibidos no mesmo horário em todos os domingos (nos EUA) e no Brasil, as 21h no National Geographic Channel Brasil as quintas-feiras. 34 anos após a estréia de 'Cosmos: Uma Viagem Pessoal', a série impressionante feita pelo icônico Carl Sagan, Seth MacFarlane fez uma parceria com os colaboradores originais de Sagan, como a escritora/produtora executiva Ann Druyan e o co-escritor e astrônomo Steven Soter, de conceber a série de 13 episódios que servirá como sucessora a série original ganhadora de um Emmy e um Peabody Award.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Venha viajar aos limites do universo, com um documentário excelente

O Universo é constituído de tudo o que existe fisicamente, a totalidade do espaço e tempo e todas as formas de matéria e energia. Por isso mesmo vamos viajar pelo universo com este documentário exclusivo do Nat Geo.

Assista:


Créditos do documentário: Nat Geo

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quando você chora no Espaço o que acontece?

O astronauta canadense Chris Hadfield, o primeiro do país a andar o espaço, fez um divertido vídeo na Estação Espacial Internacional, onde mora atualmente. No vídeo, ele responde à pergunta: o que acontece se você chorar no espaço? Com a gravidade zero, um fenômeno bizarro é o que acontece:
As lágrimas não caem, afinal, não há gravidade. Elas apenas se acumulam logo abaixo de seu olho, formando um bolsão de água. Para mostrar o efeito, ele derrama várias gotas próximo ao seu olho, simulando as lágrimas de choro.

“Então, se você continuar chorando, só formando um bolsão cada vez maior de água no seu olho”, Hadfield explica. “Até que eventualmente atravessa seu nariz e vai para seu outro olho. Ou evapora, ou se espalha para sua bochecha. Ou você pega uma toalha e se seca”.
E o astronauta garante: “Seus olhos vão definitivamente chorar no espaço. Mas a grande diferença é que as lágrimas não caem. Então pegue um lencinho”.

terça-feira, 4 de março de 2014

7 coisas que faz a astronomia importante para o mundo

Com um custo anual de 30,8 milhões de dólares, o Observatório Keck custa 53 mil dólares por uma única noite de operação. O Telescópio Espacial James Webb custará aproximadamente 8,8 bilhões de dólares para atingir a órbita terrestre. E o Sistema de Lançamento Espacial, que levará a cápsula Orion ao espaço, deverá custar US$ 38 bilhões.
Por que são gastos bilhões de dólares com a astronomia? Quais são os benefícios dessa ciência para a sociedade?
Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas pelos avanços na astronomia. Saiba como:

Indústria:

- A câmera do iPhone tem um dispositivo de carga acoplada (CCD) – um instrumento que converte o movimento de carga elétrica em um valor digital. Originalmente desenvolvido para a astronomia, o CCD agora é usado ​​na maioria das câmeras, webcams e telefones celulares.

- A linguagem de programação Forth, originalmente desenvolvida para telescópios no Observatório Kitt Peak, agora é usada pela FedEx para rastrear pacotes.

- AT & T usa o IRAF – um software escrito pelo Observatório Nacional de Astronomia Óptica – para analisar sistemas de computador.

- O filme Kodak, criado originalmente por astrônomos que estudam o Sol, é amplamente utilizado pelas indústrias médica e industrial, além de fotógrafos e artistas.

Tecnologia aeroespacial:

- Telescópios espaciais têm satélites de defesa avançadas, que requerem tecnologia e hardware idênticos.

- Satélites GPS confiam em objetos astronômicos – quasares e galáxias distantes – para determinar as posições exatas.

Energia:

- A tecnologia adquirida através de raios-X agora é usada para monitorar a fusão nuclear – onde dois núcleos atômicos se combinam para formar um núcleo mais pesado – que pode vir a ser a solução para a energia limpa.

Medicina:

- A síntese de abertura – o processo de combinar dados de vários telescópios para produzir uma única imagem – foi desenvolvida pela primeira vez por um astrônomo e agora é usada para várias ferramentas de imagens médicas, incluindo scanners CAT e ressonância magnética.

- Telescópios espaciais são construídos em um ambiente extremamente limpo, a fim de evitar que partículas de poeira obscureçam os espelhos ou instrumentos. Métodos e instrumentos similares são agora usados ​​em hospitais e laboratórios farmacêuticos.

Colaboração Internacional:

- A colaboração também inspira a competição. A Corrida Espacial – uma competição entre a União Soviética e os Estados Unidos pela supremacia na exploração espacial – desembarcou Neil Armstrong, Michael Collins e Buzz Aldrin na Lua.

- A astronomia é um esforço colaborativo. Em 1887, astrônomos de todo o mundo juntaram suas imagens de telescópio, a fim de criar o primeiro mapa de todo o céu. Hoje, os astrônomos viajam ao redor do mundo para assistir a conferências, aprender uns com os outros, e utilizam telescópios de outros países ou colaboração de países.

Nosso dia-a-dia:

- Aeroportos utilizam os avanços na tecnologia desenvolvida para a astronomia. A tecnologia criada para observatórios de raios-X é usada em cintos de bagagem. Um cromatógrafo a gás – um instrumento concebido para uma missão a Marte – é usado para analisar a bagagem em busca de explosivos.

- O livro “Uma Breve História do Tempo”, escrito por Stephen Hawking, já vendeu mais de 10 milhões de cópias. A série de televisão de Carl Sagan “Cosmos: Uma Viagem Pessoal” foi assistida em mais de 60 países.

Humanidade:

Talvez a razão mais importante para estudar a astronomia é que ela procura satisfazer a nossa curiosidade fundamental sobre o mundo em que vivemos, e responder às perguntas grandes: como foi o universo criado? De onde viemos? Existem outras formas de vida inteligente?
Cada avanço na astronomia move a humanidade um passo à frente na busca pela capacidade de responder a estas perguntas. Com o avanço da tecnologia espacial, estamos tomando um olhar cada vez mais distante para universo primordial, e chegamos à conclusão de que nós somos mera poeira estelar.
A astronomia sempre lembra as pessoas de duas coisas aparentemente contraditórias. Primeiro que o universo é infinito e nós não temos a menor fração de importância. E segundo que a vida é rara e preciosa. Uma casa tão bonita e única como a Terra não é muito comum. Devemos protegê-la.

Venha conhecer a "Escala do Universo"

Você já pensou em como as estrelas são enormes se comparadas a planetas, ou satélites? A nossa imaginação, apesar de fértil, muitas vezes não consegue nos dar uma dimensão real dos tamanhos dos objetos encontrados no Universo... desde uma bactéria até uma galáxia. Agora, é possível ter uma boa comparação com o site http://scaleofuniverse.com/ . Abaixo da imagem principal do site, há uma barra horizontal que podemos arrastar pra esquerda e pra direita, e podemos ter uma grande comparação da "Escala do Universo".

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Albert Einstein não gostava do Big Bang, dizia em um manuscrito perdido dele

Uma antiga teoria de Einstein foi redescoberta. O físico explorou a ideia de um universo de estado estável em 1931.
O manuscrito passou despercebido pelos cientistas durante décadas, e revela que Albert Einstein estudou uma alternativa para o que hoje conhecemos como a teoria do Big Bang, propondo em vez disso que o universo se expandia de forma constante e eternamente.
A obra, escrita em 1931, lembra uma teoria defendida pelo astrofísico britânico Fred Hoyle quase 20 anos mais tarde. Einstein logo abandonou a ideia, mas o manuscrito revela sua hesitação em aceitar que o universo foi criado durante um único evento explosivo.
As provas para o Big Bang apareceram pela primeira vez na década de 1920, quando o astrônomo americano Edwin Hubble e outros descobriram que as galáxias distantes estavam se afastando e que o próprio espaço estava se expandindo. Isto parecia indicar que, no passado, o conteúdo do universo observável tinha sido um “caldo primordial” muito denso e quente.

A partir do final de 1940, Hoyle argumentou que o espaço poderia estar eternamente se expandindo e mantendo uma densidade mais ou menos constante. Ele poderia fazer isso adicionando continuamente nova matéria, com partículas elementares aparecendo espontaneamente a partir do espaço. As partículas, então, se aglutinam para formar galáxias e estrelas, e estas parecem ocupar o espaço extra criado pela expansão do espaço. O universo de Hoyle é infinito, assim seu tamanho não muda com a expansão – está em um “estado estacionário”.
O documento de Einstein descreve essencialmente a mesma ideia, muito mais cedo. “Para a densidade permanecer constante, novas partículas da matéria devem ser formadas continuamente”, escreveu o físico.
O manuscrito provavelmente foi produzido durante uma viagem para a Califórnia em 1931, em parte porque foi escrito em papel de nota americano. Ele tinha sido armazenado nos Arquivos Albert Einstein, em Jerusalém, e está disponível gratuitamente para consulta em seu site, mas havia sido erroneamente classificado como um primeiro esboço de um outro trabalho do cientista.
Cormac O’Raifeartaigh, físico do Instituto de Tecnologia de Waterford, na Irlanda, quase caiu da cadeira quando percebeu do que o manuscrito se tratava. Ele e seus colegas postaram suas descobertas, juntamente com uma tradução para o inglês do manuscrito original em alemão, na plataforma arXiv, e apresentaram o artigo para publicação na revista European Physical Journal.
“Esta descoberta confirma que Hoyle não era um excêntrico”, diz Simon Mitton, historiador da ciência da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. O mero fato de que Einstein tinha brincado com um modelo de universo de estado estacionário poderia ter dado a Hoyle mais credibilidade na época, para defender suas ideias na comunidade científica.
Embora o modelo de Hoyle tenha sido descartado por observações astronômicas, era pelo menos matematicamente consistente, aprimorando as equações da teoria geral da relatividade de Einstein para fornecer um possível mecanismo para a geração espontânea da matéria.
O manuscrito inédito de Einstein sugere que, num primeiro momento, ele acreditava que tal mecanismo poderia surgir a partir de sua teoria original, sem modificações. Porém, O’Raifeartaigh e sua equipe sugerem que ele logo percebeu que havia cometido um erro em seus cálculos que, quando corrigido, provavelmente o levou a decidir que a ideia não iria funcionar, o que o fez abandoná-la.
O manuscrito foi possivelmente um esboço que começou com entusiasmo sobre uma ideia nova, deixada de lado mais tarde conforme o autor percebeu que estava enganado. Não parece haver nenhum registro de Einstein mencionando estes cálculos novamente.

Cientistas lembram que o fato de que Einstein experimentou com o conceito de estado estacionário demonstra sua contínua resistência à ideia de um Big Bang, que ele considerava “abominável”, mesmo que outros teóricos tivessem mostrado que seria uma consequência natural de sua teoria geral da relatividade.
Quando astrônomos encontraram evidências para a expansão cósmica, Einstein foi forçado a abandonar sua preferência por um universo estático, e um universo de estado estável foi a segunda melhor coisa. “O que o manuscrito mostra é que, embora ele tenha aceitado a expansão do espaço, Einstein ainda estava descontente com um universo mudando com o tempo”, afirma Helge Kragh, historiador da ciência da Universidade de Aarhus, na Dinamarca.