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segunda-feira, 14 de abril de 2014

AO VIVO, Marte chegando em sua aproximação máxima



Está chegando o grande momento do perigeu de Marte em 2014. Nessa segunda-feira, 14 de abril, Marte fará a sua maior aproximação da Terra dos últimos seis anos!
Marte estará no seu ponto mais próximo da Terra desde 2008, quando o Planeta Vermelho chegou a 92,4 milhões de km do nosso planeta. Também chamado de perigeu, que significa máxima aproximação da Terra, Marte estará no seu ponto mais próximo do nosso planeta às 09h41 do dia 14 de abril (12h41 UTC), porém, como será dia, devemos aguardar o anoitecer para vislumbrar o brilho máximo do Planeta Vermelho dos últimos anos.

Lembre-se daqui a pouco teremos a transmissão do eclipse lunar total!

O Slooh fará a cobertura ao vivo da máxima aproximação de Marte, com imagens em tempo real feitas com telescópios instalados nas Ilhas Canárias, e você poderá assistir aqui mesmo em nosso site! Não perca essa grande oportunidade de observar o Planeta Vermelho ao vivo com imagens de telescópio.
A transmissão ao vivo terá início nessa segunda-feira, dia 14 de abril às 23h00 pelo horário de Brasília (02h00 UTC do dia 15), e você pode assistir no abaixo.

sábado, 12 de abril de 2014

Porque as estrelas cintilam? e os planetas não?



A luz que vem das estrelas é praticamente pontual pois, de tão distantes, seus tamanhos (até mesmo as muito grandes) acabam sendo desprezíveis. O piscar acontece porque a atmosfera é estratificada, dividida em camadas, e porque o objeto em questão está muito longe ou é muito pequeno, sendo observado com um ponto.
É a diferença de refração de cada camada que faz com que os raios de luz de objetos assim sejam desviados continuamente antes de chegar aos nossos olhos. Por isso sua imagem escapa continuamente e ele pisca. No fim, tudo não passa de uma ilusão (no espaço, onde não existe atmosfera, os astronautas não notam o cintilar das estrelas).

MAS COM PLANETAS É DIFERENTE. Como estão muito mais perto, seus tamanhos devem ser considerados. Planetas não são vistos como pontos, mas como pequenos discos. É por causa disso que no mesmo instante em que um raio de luz vindo de um planeta foge dos seus olhos, outro ocupa o lugar.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Entenda como Júpiter ajudou a Terra a prosperar a vida



Júpiter está a mais de 588 milhões de km de distância da Terra. Mas, apesar dessa enorme distância, os astrônomos acreditavam há muito tempo que a gravidade do gigante gasoso é tão forte que desvia cometas e asteróides que de outra forma atingiriam nosso planeta.
Agora, um novo estudo lança luz sobre a forma como essa forte atração gravitacional pode ter influenciado o clima da Terra, o que, por sua vez, criou as condições necessárias para a vida prosperar em nosso planeta bilhões de anos atrás.
A gravidade de Júpiter, que é 2,5 vezes mais forte do que a da Terra, é capaz de influenciar outros planetas do sistema solar – incluindo o nosso próprio. Isto significa que, dependendo da forma como Júpiter interage com a Terra, a órbita do nosso planeta – e, por conseguinte, o seu clima – pode variar significativamente. Por exemplo, se o nosso planeta é puxado para mais perto do sol, o clima iria mudar como resultado.

O estudo, da Universidade de New South Wales e Royal Holloway University of London, rodou vários modelos de computador do nosso sistema solar, de acordo com um relatório de Elizabeth Howell da Astrobiology Magazine. A cada simulação, os planetas do sistema solar permaneceram em seu lugar, enquanto Júpiter se movia em diferentes órbitas, variando de circular a elíptica.
Os cientistas também mudaram a órbita de Júpiter para dentro e para fora, para testar o que teria acontecido se o planeta tivesse se formado mais perto do sol, ou mais longe.
Cada simulação foi tomada através de um espaço de tempo de milhões de anos, registrando onde a Terra teria estado a cada 100 anos, como resultado da posição de Júpiter.
Um estudo anterior pelo mesmo grupo de pesquisa descobriu que a posição de Júpiter tem uma influência marcante sobre o clima da Terra.

Ao compreender como gigantes gasosos afetam o clima em outros mundos, os pesquisadores esperam poder melhor restringir a pesquisa para outros planetas habitáveis ​​fora do sistema solar.
Vale lembrar que Júpiter age também como um escudo para a Terra. Sua enorme gravidade sempre desviou asteróides e cometas que eventualmente cairiam na Terra se o planeta gigante não estivesse ali.

Astrônomos podem ter descoberto a primeira exolua



Pela primeira vez, os astrônomos podem ter visto uma lua circulando um planeta alienígena – embora eles provavelmente nunca saberão ao certo exatamente o que eles encontraram.
Ilustração das duas possibilidades levantadas para o sistema MOA-2011-BLG-262. No primeiro caso, há um planeta errante e uma lua. No segundo, uma estrela e um planeta gigante.
Uma equipe de cientistas detectou um par de objetos distantes que poderia ser um planeta semelhante a Júpiter, porém sem uma estrela mãe, e uma exolua rochosa voando livremente através do espaço, ou uma pequena estrela fraca que hospeda um planeta cerca de 18 vezes mais massivo que a Terra.
Os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente gravitacional, observando o que acontece quando um grande objeto em primeiro plano passa na frente de uma estrela a partir de nosso ponto de vista na Terra. O campo gravitacional do corpo nas proximidades dobra e amplia a luz da estrela distante, agindo como uma lente.

A lente gravitacional pode revelar muito sobre o objeto em primeiro plano – por exemplo, no caso de uma estrela, se hospeda um planeta e, em caso afirmativo, o quão grande é o mundo comparado com a estrela.
No novo estudo, a equipe observou um intrigante caso de lente usando telescópios na Nova Zelândia e no estado australiano da Tasmânia. Eles determinaram que o objeto em primeiro plano tem um companheiro em órbita com cerca de 0,05% da sua massa.
“Uma possibilidade é que seja um planeta errante e sua lua, o que se for verdade, seria uma descoberta espetacular de um tipo totalmente novo de sistema”, disse Wes Traub, cientista-chefe do escritório do Programa de Exploração Exoplanetária da NASA no Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, Califórnia.
A equipe poderia resolver o mistério se soubesse o quão longe da Terra o sistema, chamado MOA-2011-BLG-262, está. Se estiver relativamente perto, MOA-2011-BLG-262 é provavelmente um “planeta errante” e uma lua; um sistema distante teria de ser tão grande como uma estrela para produzir os mesmos efeitos de lente, disseram os pesquisadores.

Infelizmente, a verdadeira identidade de MOA-2011-BLG-262 provavelmente continuará sendo um mistério para sempre. Eventos de microlente são encontros aleatórios, de modo que não haverá observações de acompanhamento.
“Nós não vamos ter uma oportunidade de observar o candidato a exolua novamente”, disse o principal autor do estudo David Bennett, da Universidade de Notre Dame. “Mas podemos esperar descobertas mais inesperadas que essa.”

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O que é essa luz em Marte?



Um ponto de luz em Marte registrado pela sonda Curiosity gerou uma onda de especulações sobre a vida no planeta vermelho. Não poderia ser diferente. Afinal, a cada sinal fora do comum observado por lá pode se tornar alvo de muita curiosidade e comemoração pelos entusiastas da existência de extraterrestres.
No entanto, essa imagem que intrigou bastante os especialistas da área no princípio, já está sendo tratada como algo comum. Segundo o Live Science, os membros da equipe da missão disseram que flashes brilhantes de luz visíveis em Marte — nas fotos tiradas pela sonda em 2 e 3 de abril — quase certamente têm uma explicação perfeitamente normal.

Probabilidades

"Uma possibilidade é que a luz seja o brilho de uma superfície rochosa refletindo os raios solares. Quando essas imagens foram tiradas, o sol estava na mesma direção que o ponto brilhante, a oeste-noroeste da sonda e relativamente baixo no céu", explicou Justin Maki, o líder de engenharia de câmeras da Curiosity ao Space.com.

Maki também acrescentou que a equipe científica da sonda também vê a possibilidade que esse ponto brilhante seja da luz solar que atinge o CCD [charge-coupled device] da câmera, diretamente através de um orifício, o que já aconteceu anteriormente com outras câmeras da Curiosity e de outras sondas. Segundo ele, isso acontece quando a geometria da luz do sol que entra em relação à câmera é precisamente alinhada.
O especialista também acredita que seja possível que os flashes de luz sejam resultado do impacto dos raios cósmicos em movimento rápido com a câmera, esclarecendo que o fenômeno está longe de ser raro. "Em milhares de imagens que recebemos da Curiosity, vemos aquelas com pontos brilhantes quase todas as semanas", disse Maki em um comunicado da NASA.

Evidências
Imagem do mesmo local registrada pela câmera do lado esquerdo
As duas fotos (em preto e branco) que foram tiradas pela câmera de navegação da Curiosity do lado direito mostram o que parece ser um pequeno flash de luz brilhante ao longe (numa área de estudos chamada Kimberley), na frente de uma cratera que domina o horizonte.
Porém, a imagem captada pela câmera que fica do lado esquerdo da sonda, quase que simultaneamente a outra, mostra o mesmo local sem a luz, apoiando a possibilidade de ela ter sido mesmo apenas um reflexo de raio solar ou cósmico.

terça-feira, 8 de abril de 2014

AO VIVO, oposição de marte



Um alinhamento cósmico entre Sol, Terra e Marte ocorrerá na próxima terça-feira (08 de abril).
Chamado de "oposição", isso acontece com Marte a partir de nossa perspectiva da Terra a cada 778 dias, ou 2 anos, 1 mês e 18 dias.
Pense que a Terra e Marte são como dois carros de corrida em pistas circulares. No centro dessa pista fica o Sol, e como a Terra está mais próxima dele, ela viaja mais rápido, completando uma volta completa a cada 365 dias. Marte está mais longe do Sol e leva mais tempo, 687 dias. Ou seja, quando a Terra completa 1 volta ao redor o Sol, Marte está quase que no meio do seu percurso.
Por conta dessa configuração entre Terra-Marte, o Planeta Vermelho estará visualmente maior para nós observadores, principalmente se tivermos um bom telescópio à nossa disposição.
O projeto Slooh mais uma vez nos dará uma grande oportunidade, e como já é de costume, não poderíamos deixar essa data passar despercebida. Teremos o privilégio de observar o Planeta Vermelho em tempo real, a partir de telescópios localizados nas Ilhas Canárias.


Assista AO VIVO:

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Vídeo mostra como é a visão do lado de fora de um foguete no espaço


Imagine-se agarrado ao lado de fora um foguete, e de alguma forma você é capaz de se manter parado mesmo na alta velocidade e escassez de oxigênio. É isso o que você veria.


Este vídeo incrível mostra o foguete Sentinel-1-A durante a sua subida inicial e, se você esperar o suficiente, você pode até mesmo ver a separação do terceiro estágio.
Sentinel-1-A é o primeiro de uma série de satélites de monitoramento ambiental supervisionados pela Agência Espacial Europeia, um conjunto que promete vistas da Terra em alta definição.

domingo, 6 de abril de 2014

Viagem à Marte pode ser prejudicial a saúde, Entenda.



Enviar homens a Marte pode expor esses astronautas a riscos de saúde que superam os limites fixados pela Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) - revela o informe elaborado por um comitê independente de especialistas.
"Provavelmente, esse tipo de missão exporia a tripulação a níveis de riscos conhecidos que vão além dos permitidos pelos critérios atuais em matéria de saúde, assim como a uma série de riscos ainda mal definidos, incertos e até imprevisíveis", ressalta o informe do Institute of Medicine (IOM).
Por esse motivo, qualquer missão de longo prazo ou para o espaço distante exigirá, nas próximas décadas, certo exame ético, ressalta o documento.
Hoje, os astronautas são enviados ao espaço em órbita terrestre baixa, onde podem permanecer entre três e seis meses a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Já uma expedição a Marte pode levar até 18 meses.

A Nasa anunciou que pretende enviar pessoas ao Planeta Vermelho até 2030 e está trabalhando na construção de um lançador e de um foguete espacial com esse propósito.
Os riscos para a saúde de missões curtas ao espaço podem incluir náuseas, um estado de fraqueza generalizado e alterações da visão, enquanto as missões prolongadas podem até incluir o surgimento de câncer induzido por rádio, ou a perda de massa óssea.
Dados esses riscos incertos e não totalmente conhecidos, a Nasa pediu ao IOM que implementasse um marco ético para guiar as decisões futuras nos voos espaciais tripulados.
Os membros do comitê de especialistas rejeitaram estabelecer uma série de critérios de saúde específica para as missões a Marte. Em seu lugar, o grupo concluiu que a única opção seria conceder exceções aos critérios de saúde atuais.

O IOM advertiu que a Nasa deve, apesar de tudo e em todos os casos, determinar se essas exceções são eticamente aceitáveis.
"Qualquer exceção deveria ser rara e ocorrer apenas em circunstâncias particulares", destaca o IOM, citando, por exemplo, a necessidade de que os astronautas possam decidir eles mesmos se participam (ou não) e a necessidade de se escolher missões benéficas para a sociedade em geral.
O comitê recomenda ainda à Nasa que contrate um seguro de vida para seus astronautas.
Fonte: INFO

sábado, 5 de abril de 2014

Em todo o Sistema Solar onde tem mais água?



Há 150 milhões de quilômetros do Sol estamos nós, em um planeta com um imenso volume de água. Porém, será que esse volume de água é o maior do nosso sistema solar?
Com aproximadamente 1,4 milhões de metros cúbicos de água, a Terra não é o corpo celeste mais ”aguado” de nosso sistema solar. Seria então Europa? A ”dama de gelo” de Júpiter?
A lua de Júpiter, Europa, concentra embaixo de sua camada de gelo, um enorme oceano de água líquida, realmente maior do que toda a quantidade de água da Terra. A NASA, inclusive, tem planos para mandar uma missão robótica para explorar a lua de Júpiter em busca de vida microbiana.
Porém, nenhum desses corpos detém o título de corpo com mais água no sistema solar. Titã, um grande satélite de Saturno, contém mais água do que a Terra e Europa juntos!

Figura em destaque. Comparação do volume de água líquida na Terra, Europa e Titã em escala. Estima-se que Europa tenha mais de duas vezes a água líquida da Terra e Titã tenha 11 vezes mais. A diferença é que a Terra é o único mundo no sistema solar onde a água líquida mantém um ciclo na superfície. Em Europa, por exemplo, toda a água está em um grande oceano submerso superficial. , como oceanos subterrâneos que a Terra. Apenas a água líquida é considerada nessas estimativas, mas o gelo de água também é significativamente presente em Europa e Titã.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

5 fotos surpreendentes do pôr-do-sol em Marte



Marte é o quarto planeta a partir do Sol, o segundo menor do Sistema Solar. Batizado em homenagem ao deus romano da guerra, muitas vezes é descrito como o "Planeta Vermelho", porque o óxido de ferro predominante em sua superfície lhe dá uma aparência avermelhada.



O pôr-do-Sol pode ser admirado diariamente aqui na Terra. Mas você já se perguntou como ele é em Marte? Essas incríveis imagens da NASA vão lhe mostrar.









quarta-feira, 2 de abril de 2014

Vídeo incrível mostra a Lua orbitando a Terra



De acordo com Scott Bolton, o principal investigador da Missão Juno da NASA, “se o capitão Kirk da USS Enterprise dissesse ‘Nos leve para casa, Scotty,’ essa seria a imagem que a tripulação veria.” É um vídeo incrível: as imagens da Lua orbitando em torno da Terra foram capturadas pela primeira vez.
Bolton descreve o vídeo: “Nas imagens, você pode observar como se estivesse dentro da Juno enquanto ela se aproxima da Terra e depois retorna para a escuridão do espaço. Não há uma imagem anterior que capture a valsa celestial entre a Terra e a Lua.”



A sequência foi filmada enquanto a Juno passou pela Terra em 9 de outubro de 2013. Nessa passagem, a nave estava a uma velocidade de aproximadamente 8.800 milhas por hora (cerca de 7,3 quilômetros por segundo), o que a colocou em rota para chegar a Júpiter em 4 de julho de 2016. Os cientistas testaram uma das câmeras da Juno, “otimizada para rastrear estrelas de brilho fraco” e capturaram essa incrível visão da Terra e da Lua em sua eterna dança.

John Jørgensen, da Universidade Técnica da Dinamarca, o projetista da nave que investiga estrelas, diz: “Tudo o que os seres humanos são e tudo o que eles fazem está representado nessa imagem.”
Concordo. Ela vai fazer com que você se sinta insignificante, mas você deveria se sentir incrivelmente sortudo por um dia ter se materializado no nosso pequeno planeta.
Fonte: Gizmodo

terça-feira, 1 de abril de 2014

Projeto Mars One vai construir uma colônia simulada de Marte aqui na Terra

A criação de um assentamento humano permanente em Marte em 2025 vai exigir um treinamento sério. Para preparar seus futuros astronautas para a missão, a Mars One, com sede na Holanda, anunciou seus planos para construir postos avançados na Terra que replicam as condições isoladas e hostis de uma colônia em Marte.

Em uma declaração via e-mail, Kristian von Bengston, da Mars One, disse que as localizações ainda não foram determinadas, e está buscando empresas de construção e patrocinadores.
Mais de 200.000 pessoas se inscreveram para a viagem a Marte, que não terá volta. No ano passado, a Mars One filtrou 1.058 pré-candidatos. Seu objetivo final: selecionar entre 24 a 40 candidatos que vão viajar para Marte em grupos de quatro pessoas (dois homens e duas mulheres, de preferência a partir de quatro continentes diferentes). A Mars One quer enviar o primeiro grupo em 2025, com as equipes subsequentes sendo lançadas a cada dois anos. A organização pretende televisionar as rodadas finais de seleção para obter mais fundos.

A Spaceflight Lockheed Martin e a Surrey Satellite Technology Ltd. já estão trabalhando com a Mars One para desenvolver uma sonda robótica e um satélite de dados para uma missão não-tripulada e exploratória a Marte em 2018.

segunda-feira, 31 de março de 2014

De acordo com a NASA no espaço os corações ficam esféricos

 
Um novo estudo de uma dúzia de astronautas da NASA descobriu que a exposição à microgravidade faz com que os corações ganhem uma forma esférica – uma mudança que pode levar a problemas cardíacos graves.

Este é mais um estudo apontando para os perigos da exposição prolongada a ambientes extremos de baixa gravidade. Estudos anteriores mostraram que os astronautas sofrem atrofia muscular, perda de densidade óssea, enfraquecimento da resposta imunológica, e descondicionamento cardiovascular. A microgravidade inibe a expressão gênica (incluindo sinalização celular, resposta ao estresse e mudanças de temperatura), que danifica nossos olhos e cérebro (incluindo algum inchaço do cérebro), e induz a disfunção endotelial – o envelhecimento acelerado das células endoteliais que revestem as superfícies internas de vasos sanguíneos.
E agora podemos adicionar um novo problema cardiovascular à lista: corações redondos. A descoberta foi feita pelo cientista da NASA James Thomas.
A equipe de Thomas utilizou máquinas de ultra-som instaladas na Estação Espacial Internacional para tirar fotos dos corações dos astronautas. Os resultados mostraram que os corações se tornaram mais esféricos por um fator de 9,4%. A mudança era temporária, de modo que o coração retorna à sua forma normal pouco depois de voltar para a Terra. Os pesquisadores dizem que a forma esférica poderia significar que o coração está funcionando de forma menos eficiente, embora os efeitos na saúde a longo prazo ainda não são conhecidos.

Esta é uma notícia frustrante dado o potencial para uma missão de 18 meses a Marte. Os pesquisadores dizem que o conhecimento da quantidade e tipo de exercícios que os astronautas precisam para manter o coração saudável vai ser muito importante para garantir a segurança em uma viagem tão longa.

Você sabia que os EUA já tentou colocar agulhas de cobre ao redor da Terra?

Da mesma forma que alguns países asiáticos têm fama por suas estranhezas, os EUA são conhecidos e temidos por seus supostos serviços de inteligência e, nesse sentido, algumas histórias conhecidas por poucos parecem mais enredo de ficção científica.
Imagine o cenário da Guerra Fria, envolto em longas disputas entre os EUA e a União Soviética, mas sem, ainda, muita tecnologia de comunicação e espionagem. Em 1958, a Força Aérea Norte-americana pediu para que alguns cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolvessem um sistema de comunicação internacional. Esse sistema, porém, deveria enviar milhões de agulhas para o espaço. Sim, agulhas.

Você pode até estar acostumado a manter contato com as pessoas por meio do seu celular, de chats, redes sociais e afins, mas nos anos de 1960 a coisa era bem diferente. Àquela época, as comunicações internacionais eram superlimitadas e dependiam de transmissões por meio de cabos submarinos ou precários sinais de rádio. Era comum que algumas sabotagens, como o corte de cabos, fossem realizadas.

O projeto
Ainda que os meios de comunicação fossem precários, já se sabia, por exemplo, que uma região no alto da atmosfera terrestre tem uma camada ionizada pela radiação ultravioleta do Sol, e as partículas ionizadas dessa região são capazes de refletir, refratar ou absorver ondas de rádio. Não se sabia ao certo se isso permitiria a realização de transmissão de rádio ou se interferiria nessas transmissões – a quantidade de ionização poderia variar.

Essa variação poderia ocorrer devido ao recebimento de labaredas solares, por exemplo, o que era inaceitável para alguns chefes militares. Eles queriam fazer algo para combater essas interferências. Nasceu, então, o Projeto West Ford, nomeado em homenagem à cidade de Westford, em Massachusetts.
A ideia era enviar 480 milhões de microagulhas de cobre, com menos de 1 cm de comprimento, para a órbita terrestre. Isso poderia equilibrar o nível de ionização da camada capaz de realizar transmissões de rádio. Em 1961 foi realizada a primeira tentativa, mas sem sucesso, já que as agulhas não se espalharam como era esperado.

Tentativas
Dois anos depois, um satélite da Força Aérea lançou mais de 350 milhões de agulhas em direção à órbita terrestre, mas as agulhas se espalharam formando um anel não muito grande, com 50 agulhas por quilômetro cúbico, ainda assim possibilitando respostas animadoras.

Mesmo com os resultados teoricamente promissores, o projeto não era apoiado por todos os que sabiam dele. Soviéticos aliados, militares norte-americanos e astrônomos, principalmente, temiam que os cinturões de agulhas de cobre pudessem interferir em suas observações. Para evitar futuros problemas, o projeto começou a programar suas agulhas para permanecerem em órbita por um período de no máximo cinco anos. Além disso, grupos e organizações científicas passaram a exigir acesso às informações do projeto, o que mais tarde os possibilitou participar e avaliar alguns lançamentos espaciais.
A maior indignação dos que contestavam os rumos do projeto estava relacionada com o fato de que o espaço sobre a Terra não pertence a nenhuma nação, e os EUA queriam, simplesmente, dominar esse espaço.

Satélites são mais eficientes
Ainda assim, algum tempo depois, mais um lançamento foi feito, mas a criação do sistema de comunicações via satélite, em 1966, tornou a ideia das agulhas extremamente obsoleta, imatura e esquecida. Aos poucos, ninguém mais falava de West Ford.
A Guerra Fria acabou, o tempo passou, tem muita gente que nem sabe que esse projeto existiu, mas ainda existem agulhas pairando sobre a órbita do nosso planeta – pelo menos muitas delas já foram identificadas em imagens feitas recentemente, embora seja praticamente impossível saber ao certo quantas dessas agulhas ainda existem no espaço. Estimativas apontam que muitas delas devem ter caído em regiões do Ártico.

Essa história inspirou um acordo, conhecido como Tratado do Espaço Exterior, feito em 1967, que prevê a proteção contra a militarização e a degradação do espaço sideral, considerando que nenhum país pode requerer a posse do espaço ou de qualquer corpo celeste. Você já tinha ouvido falar dessa história?

sábado, 29 de março de 2014

Afinal, por que Marte é vermelho?

Marte é conhecido como o Planeta Vermelho por motivos óbvios – mas será que alguém sabe mesmo dizer como ele adquiriu essa cor?
Cientistas geralmente concordam que o tom vermelho é causado pela oxidação de um metal chamado magnetita. Para muitos, a água, que estaria presente em Marte há milhões de anos, causou a oxidação – literalmente enferrujando o planeta.

Contrariando todas as teorias, pesquisadores da Universidade Aarhus, na Dinamarca, dizem que o responsável pela oxidação seria outro agente: o vento.
O estudo, liderado por Jonathan Merrison e publicado na Science Direct, defende que a cor característica de Marte pode ser resultado de milhares de anos de partículas colidindo umas com as outras.
Para simular o vento transportando areia em laboratório, eles utilizaram pequenas partículas de magnetita e quartzo – minerais presentes tanto na Terra quanto em Marte – em um balão de vidro cheio de dióxido de carbono (o principal gás da atmosfera marciana). Por meses, eles agitaram as substâncias e notaram que o recipiente foi se tornando cada vez mais vermelho, conforme a magnetita oxidava.
A explicação mais provável dada pela equipe é a de que as constantes colisões partiram os grãos de quartzo, expondo superfícies quimicamente reativas que oxidam as partículas de magnetita. Em Marte, esse agito poderia ser causado pelos ventos e tempestades de areia. Embora plausível, a teoria ainda precisa ser testada mais vezes antes de obter algum reconhecimento. Embora o quartzo tenha sido detectado em Marte, seria necessário averiguar as quantidades disponíveis no planeta capazes de causar tamanha reação.

A respeito dos ventos, a única informação oficial da NASA é a de que, em Marte, eles são bastante suaves. Sua velocidade é de cerca de 10 quilômetros por hora, podendo chegar a até 55 quilômetros por hora – no entanto, os ventos marcianos teriam menos força que os daqui da Terra, uma vez que o planeta vermelho possui uma atmosfera menos densa.
Fonte: INFO

sexta-feira, 28 de março de 2014

10 fatos surpreendentes da astronomia que você precisa saber

Mesmo que o homem tem estudado os céus por milhares de anos, ainda sabemos muito pouco sobre o universo em que vivemos. E enquanto continuamos a aprender mais, coisas novas constantemente nos espantam. Aqui está uma coleção de interessantes fatos astronômicos, sem nenhuma ordem particular:

01. Nós vemos apenas 5% da matéria no Universo. O resto é composto de matéria invisível (chamada matéria escura) e uma misteriosa forma de energia conhecida como energia escura.

02. Estrelas de nêutrons são tão densas que uma colher de sopa de matéria delas pesa 100 milhões de toneladas.

03. Galileo Galilei é muitas vezes incorretamente creditado como o inventor do telescópio. Em vez disso, os historiadores agora acreditam que o inventor foi o holandês Johannes Lippershey. Galileu foi, no entanto, provavelmente, o primeiro a usar o dispositivo para estudar os céus.

04. Os buracos negros são tão densos e produzem uma gravidade tão intensa que nem a luz consegue escapar. No entanto, parte da matéria que os buracos negros engolem são devolvidas em forma de radiação, a chamada radiação Hawking. E sim, os buracos negros, ao longo de bilhões ou trilhões de anos, podem evaporar, teoricamente.

05. A luz das estrelas e galáxias distantes leva tanto tempo para chegar até nós que estamos na verdade vendo esses objetos como eles eram milhares ou mesmo milhões de anos atrás. Por exemplo, uma civilização avançada localizada a 100 milhões de anos-luz que apontasse um telescópio para a Terra visualizaria os dinossauros prosperando!

06. A Nebulosa do Caranguejo foi produzida por uma explosão de supernova no ano de 1054. Os astrônomos chineses e árabes na época observaram que a explosão foi tão brilhante que era visível durante o dia, e iluminou o céu noturno durante meses.

07. Estrelas cadentes são geralmente apenas pequenas partículas de poeira que caem na nossa atmosfera. Cometas às vezes passam pela órbita da Terra, e o calor do Sol dissocia as moléculas que constituem o corpo gelado, criando sua característica cauda.

08. O Sol produz tanta energia que a cada segundo o núcleo libera o equivalente a 100 bilhões de bombas nucleares.

09. Embora Mercúrio seja o planeta mais próximo do Sol, as temperaturas podem chegar a -280 graus F. Por que? Uma vez que Mercúrio praticamente não tem atmosfera, não há nada para reter o calor próximo à superfície. Então, o lado escuro de Mercúrio é muito frio.

10. Vênus é consideravelmente mais quente do que Mercúrio, embora esteja mais longe do sol. Sua espessa atmosfera repleta de gases de efeito estufa criam um ambiente absolutamente infernal.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Astrônomos descobrem um novo Planeta anão no sistema solar

Astrônomos descobriram um novo planeta anão muito além da órbita de Plutão, sugerindo que este reino distante contém milhões de objetos desconhecidos – incluindo, talvez, um mundo maior do que a Terra.
O corpo celeste recém-descoberto, chamado 2012 VP113, junta-se ao planeta anão Sedna como um residente confirmado de uma região longínqua e inexplorada que os cientistas chamam de “Nuvem de Oort interior”. Além disso, 2012 VP113 e Sedna podem ter tido suas órbitas alteradas por um grande planeta invisível espreitando nessas profundezas geladas.

“Estes dois objetos são apenas a ponta do iceberg”, disse o co-autor Chadwick Trujillo, do Observatório Gemini, no Havaí. “Eles existem em uma parte do sistema solar que estamos acostumados a pensar é muito desprovida de matéria. Isso só nos mostra o quão pouco realmente sabemos sobre o sistema solar.”

O estudo foi publicado on-line hoje (26 de Março) na revista Nature.

Sondando as profundezas
Durante várias décadas, os astrônomos têm dividido o nosso sistema solar em três partes principais: uma zona interna contendo os planetas rochosos, como a Terra e Marte; um reino mediano abrigando os gigantes gasosos Saturno, Júpiter, Urano e Netuno, e uma região externa chamada Cinturão de Kuiper, povoada por mundos distantes e gelados, como Plutão.
A descoberta de Sedna, em 2003, deu a entender que este mapa está incompleto. Sedna, que tem cerca de 1.000 quilômetros de largura, tem uma órbita extremamente elíptica, chegando mais perto do Sol do que 76 unidades astronômicas (UA) e indo até 940 UA em seu ponto mais distante. (Um UA, a distância da Terra ao Sol, é de cerca de 150.000.000 km).
Isso coloca Sedna nos confins exteriores do sistema solar. Para efeito de comparação, a órbita de Plutão leva entre 29 e 49 UA do sol.

E agora os astrônomos sabem que Sedna não está sozinho lá fora. Trujillo e Scott Sheppard, da Instituição Carnegie para a Ciência, em Washington, DC, descobriram 2012 VP113 usando a Dark Energy Camera, que está instalada em um telescópio de 4 metros no Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile.
Observações de acompanhamento de outros telescópios ajudaram Trujillo e Sheppard a determinar detalhes da órbita de 2012 VP113 e aprender um pouco mais sobre o objeto.
O corpo chega a se aproximar 80 UA do Sol, e se afasta até 452 UA. Com 450 km de largura, o objeto é grande o suficiente para ser classificado como um planeta anão se for composto principalmente de gelo, disseram os pesquisadores. (Por definição, planetas anões deve ser grandes o suficiente para sua gravidade moldá-los em esferas – a massa necessária para que isso aconteça depende da composição dos objetos.)

A Nuvem de Oort interna

Objetos distantes como Sedna e 2012 VP113 são incrivelmente difíceis de detectar, e os astrônomos realmente só tem uma chance quando os corpos fazem sua maior aproximação do sol.
Com base na quantidade do céu que os cientistas estudaram​​, Trujillo e Sheppard estimam que cerca de 900 corpos maiores do que Sedna podem existir neste reino distante, que os astrônomos chamam de Nuvem de Oort interior. (A verdadeira Nuvem de Oort é uma camada de gelo ao redor do sistema solar que está a 50.0000 UA do sol e contém trilhões de cometas.)

A população total de objetos na Nuvem de Oort interior, de fato, pode exceder a do Cinturão de Kuiper e o principal cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, disseram os pesquisadores.
‪ “Alguns desses objetos internos da Nuvem de Oort podem rivalizar com o tamanho de Marte ou mesmo da Terra”, disse Sheppard em um comunicado. “Isso ocorre porque muitos dos objetos da Nuvem de Oort interior estão tão distantes que mesmo os muito grandes são muito fracos para serem detectados com a tecnologia atual.”

segunda-feira, 24 de março de 2014

Descoberto o primeiro exoplaneta com tamanho parecido a Terra em zona habitável

Os cientistas descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra na zona habitável de sua estrela-mãe.
O astrônomo Thomas Barclay, do Centro de Pesquisa Ames da NASA, na Califórnia, analisou os dados coletados pelo telescópio espacial Kepler para descobrir um sistema de cinco planetas, sendo que o mais externo circunda a borda exterior da zona habitável de sua estrela, de acordo com relatórios publicados essa semana.
O planeta mais externo tem um raio que é estimado em 1,1 vezes maior do que a da Terra, segundo Nick Ballering, estudante de pós-graduação de astronomia na Universidade de Arizona, e cientista do Centro de Pesquisa Ames.

A estrela hospedeira não foi nomeada, mas foi identificada como uma M1, que é uma pequena estrela que é mais escura do que o sol. Estes tipos de estrelas, também conhecidas como “anãs vermelhas”, representam cerca de 70% das estrelas na Via Láctea.
Até agora, o planeta mais parecido com a Terra detectado pelo telescópio Kepler agora extinto é o Kepler-62 f, que é cerca de 1,4 maior que o nosso planeta. Kepler-62 f recebe cerca de metade da energia de sua estrela que a Terra recebe do sol, e tem um período orbital de 267 dias.
A zona habitável de um sistema é a região que recebe a quantidade exata de energia para permitir a existência de água líquida em sua superfície, fator essencial para a vida como a conhecemos.

5 curiosidades que você precisa saber sobre Júpiter

Júpiter é o maior planeta do sistema solar, e tem de tamanho o mesmo que tem de mistérios, há muita coisa a ser descoberta em Júpiter, mas enquanto os cientistas tentam descobrir, podemos aprender 5 das curiosidades de Júpiter!

1: Tamanho.

Júpiter é gigantesco, é duas vezes mais massivo que todos os planetas juntos, ele é tão grande que se fosse oco, caberiam 1300 planetas Terra no seu interior, seu diâmetro é de 142.980 km.

2: Campo magnético maior ainda.
O campo magnético de Júpiter, acredite, é bem maior que seu tamanho, daqui da Terra é possível ouvir ruídos de seu campo magnético, apenas com um rádio em um local sem interferência, pense que você está em uma estrada do interior, bem distante da Capital, é de madrugada e você está com o rádio ligado, sintonizado na AM 1400, por exemplo, e do nada você começa a ouvir um barulho anormal e sinistro, sim, pode ser o campo magnético do maior planeta do sistema solar, o tamanho do campo magnético de Júpiter vai até perto da órbita de Saturno.

3: Grande Mancha Vermelha.
Pense em um furacão 2,5 vezes maior que a Terra, e que dura a mais de 400 anos, quando foi observada pela primeira vez, obvio que ela já estava lá, e por isso ela pode ter milhares ou milhões de anos, apenas por um simples telescópio de 90 mm já é possível observar a Grande Mancha Vermelha, bem pequena, mas ela aparece!

4: Shoemaker Levy 9.
  
O Shoemaker Levy 9 era um cometa, que foi descoberto em 1993 nos EUA, após alguns estudos sobre sua orbita, os astrônomos chegaram a conclusão de que o objeto se chocaria com Júpiter, até que em 1994, vários fragmentos do cometa colidiram com o gigante e o impacto criou bolas de fogo maiores que a Terra, após isso só sobraram marcas negras em sua atmosfera, foi a prova que os cientistas precisaram para provar que impactos podem acontecer sim, com chances pequenas, e que podem causar muitos estragos.

5: Anéis.

Todos os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) possuem anéis, o de Saturno é brilhante por causa dos fragmentos de gelo que refletem a luz solar, mas os anéis de Júpiter são feitos de poeira, por isso não são visíveis de longe, nem por luz visível, somente por rádio-telescópios ou por sondas, como a Galileo, sonda da Nasa que foi enviada em uma missão para lá.

domingo, 23 de março de 2014

Vídeo da NASA explica como Marte perdeu sua atmosfera

Com a sonda espacial Curiosity em Marte, estamos tendo a oportunidade de explorar o Planeta Vermelho como nunca. As imagens que nos são enviadas, contudo, mostram uma superfície um tanto quanto inóspita, que mais lembra um deserto.
Mas, de acordo com a NASA, muitos cientistas acreditam que Marte um dia foi muito diferente do que é hoje, contando com rios fluindo sobre a sua superfície e, inclusive, com uma atmosfera mais espessa e repleta de nuvens. A animação abaixo, produzida pela agência espacial norte-americana, explica o que pode ter acontecido para que o Planeta Vermelho perdesse sua atmosfera e se transformasse no que é hoje. Veja que interessante!


Pulverização caótica

Segundo a animação, os cientistas acreditam que inúmeros processos podem ter causado o desaparecimento da atmosfera de Marte, sendo que um deles — o abordado no vídeo — é conhecido como pulverização caótica. Durante esse processo, os átomos presentes na atmosfera são lançados ao espaço devido a colisões de partículas energéticas.
Assim, considere que o nosso Sol está constantemente emitindo partículas altamente energéticas — os fótons — e, quando essas partículas entram na atmosfera de um planeta, elas podem se chocar com as moléculas presentes nela, liberando elétrons que, por sua vez, podem se transformar em íons. Esses íons soltos, contudo, podem interagir com um campo magnético, espiralando em sua direção e causando diversas alterações.

Íons e campo magnético

O Sol produz um poderoso campo magnético, que viaja pelo espaço através das tempestades solares. Quando uma parte desse campo passa próximo a um planeta, ele pode capturar os íons soltos e lançá-los ao espaço. Contudo, dependendo do ângulo com que o campo magnético se aproxima, ele também pode fazer com que os íon se choquem com as moléculas e átomos presentes na atmosfera, lançando essas partículas ao espaço como se fossem bolas de sinuca.
Portanto, de acordo com a teoria da pulverização caótica, é possível que a perda gradual da atmosfera de Marte tenha ocorrido depois de bilhões de anos de jogo de sinuca espacial entre o campo magnético lançado pelo sol e as partículas presentes no céu do Planeta Vermelho. Interessante, não é mesmo?