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terça-feira, 1 de abril de 2014

Projeto Mars One vai construir uma colônia simulada de Marte aqui na Terra

A criação de um assentamento humano permanente em Marte em 2025 vai exigir um treinamento sério. Para preparar seus futuros astronautas para a missão, a Mars One, com sede na Holanda, anunciou seus planos para construir postos avançados na Terra que replicam as condições isoladas e hostis de uma colônia em Marte.

Em uma declaração via e-mail, Kristian von Bengston, da Mars One, disse que as localizações ainda não foram determinadas, e está buscando empresas de construção e patrocinadores.
Mais de 200.000 pessoas se inscreveram para a viagem a Marte, que não terá volta. No ano passado, a Mars One filtrou 1.058 pré-candidatos. Seu objetivo final: selecionar entre 24 a 40 candidatos que vão viajar para Marte em grupos de quatro pessoas (dois homens e duas mulheres, de preferência a partir de quatro continentes diferentes). A Mars One quer enviar o primeiro grupo em 2025, com as equipes subsequentes sendo lançadas a cada dois anos. A organização pretende televisionar as rodadas finais de seleção para obter mais fundos.

A Spaceflight Lockheed Martin e a Surrey Satellite Technology Ltd. já estão trabalhando com a Mars One para desenvolver uma sonda robótica e um satélite de dados para uma missão não-tripulada e exploratória a Marte em 2018.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Você sabia que as plantas podem crescer em solo Marciano?

Essas plantas na imagem acima podem parecer plantas normais, mas são um pouco diferentes do que conhecíamos até hoje. A composição da terra onde são cultivadas é similar à do planeta Marte e à da Lua. O projeto foi elaborado e desenvolvido pela Universidade Wageningen, Holanda.
Os pesquisadores plantaram 14 diferentes plantas em 3 tipos de solo: da terra, de Marte e da Lua.
O solo foi produzido pela NASA. A agência espacial norte-americana obteve uma mistura de elementos minerais terrestres de uma área vulcânica do Havai, que são praticamente idênticos aos de uma amostra recolhida em Marte.

Holandeses fazem planta crescer com solo marciano por Zoomin_Brasil
O estudo faz parte de um projeto que visa enviar pessoas para Marte em 2023. O projeto “Mars One” foi idealizado por um engenheiro holandês, e pretende obter financiamento com publicidade, seguindo o modelo dos reality shows.
“Ficamos surpresos ao descobrir que as plantas no solo marciano cresceram melhor do que no solo terrestre. O solo que tínhamos escolhido na terra era limpo e vinha de um rio. Não esperava que o solo marciano pudesse produzir plantas ainda melhores”, comentou Wieger Wamelink, pesquisador da Universidade de Wageningen.
O estudo concluiu porém, que não será possível cultivar tomates no planeta vermelho.
Uma planta em solo marciano poderia produzir um tomate mas haveriam muitos metais pesados, o que tornaria tóxico e não comestível”, informou o pesquisador.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Novo estudo afirma que podemos estar procurando vida em lugares errados

A Terra pode ser um lugar agradável e acolhedor para a vida como a conhecemos evoluir, mas pode não ser realmente o melhor lugar para a vida prosperar. Na verdade, a Terra pode ser um dos exemplos mais extremos de um mundo “habitável”, onde a vida teve sorte de sobreviver e evoluir.
A busca pela vida extraterrestre está repleta de incertezas. Diante de um universo aparentemente infinito e uma suposição de que a vida fora do nosso planeta é uma inevitabilidade, nos concentramos em cantos e recantos que têm ambientes habitáveis ​​semelhantes à Terra e exoplanetas que orbitam estrelas que se assemelham ao Sol. Mas encontrar esses lugares especiais dá no mesmo que procurar uma agulha em um grande palheiro.
“A Terra apenas raspa a borda interna da zona habitável do sistema solar – a área em que as temperaturas permitem que planetas rochosos tenham água na superfície”, disse René Heller, da Universidade McMaster, em Ontário, Canadá. “Então, a partir dessa perspectiva, a Terra é apenas marginalmente habitável. Isso nos levou a perguntar: poderia existir um ambiente mais hospitaleiro para a vida em planetas terrestres?”
Olhando para a história do nosso planeta, pode parecer surpreendente que a vida tenha prosperado. Entre impactos mortais de asteróides, bombardeamentos de cometas, intensa atividade vulcânica, eras glaciais intensas e atmosferas venenosas, como a vida se formou e evoluiu? Talvez a vida tenha realmente tido sorte de ter encontrado o seu caminho em um lugar tão inóspito.
Heller e seu colega John Armstrong pensam que podemos estar procurando por vida em lugares errados, e sugerem que não devemos procurar “segundas Terras”, mas uma classe especial de planetas “superhabitáveis”.
Algumas das características de planetas superhabitáveis – tais como a necessidade de um campo magnético global para proteger a vida de partículas do vento solar ionizante – soam muito familiares. Mas Heller e Armstrong destacam a necessidade de um “termostato” global mais eficiente que evitaria eras glaciais. Além disso, um planeta mais massivo com oceanos mais rasos pode ser uma solução mais habitável.
Em sua pesquisa, eles destacam a estrela Alpha Centauri B como um candidato ideal que poderia abrigar um mundo superhabitável. Ligeiramente menor do que o nosso Sol, Alpha Centauri B seria capaz de incubar as formas de vida em um mundo superhabitável hipotético por muito mais tempo, devido à sua maior longevidade. “Uma estrela-mãe menor tem uma vida útil bem maior (quanto mais massiva uma estrela é, mais rápido ela morre), o que representa muito mais tempo para que ecossistemas floresçam”, Heller disse à New Scientist.
Em suma, o novo estudo afirma que estamos procurando cegamente mundos o mais próximos possíveis da Terra, enquanto podem existir mundos com características diferentes e mais habitáveis.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

5 coisas que um planeta precisaria ter para vivermos lá

Até o momento, alguns planetas fora do sistema solar foram conhecidos pelos astrônomos, porém são gigantes gasosos como Júpiter ou Netuno, que dificilmente possuem alguma forma de vida. Faltando ainda uma superfície sólida, estes são mundos muito diferentes do nosso planeta azul.
No ano passado, foi anunciada a descoberta de um planeta de tamanho similar ao nosso, porém com temperatura infernal de tão quente devido à extrema proximidade com o seu sol.
Enquanto a busca por outras Terras continua, sabemos que um verdadeiro gêmeo do nosso planeta deve ter obrigatoriamente algumas características imprescindíveis. O site Popular Science listou quais são esses fatores essenciais. Confira abaixo.

1 – Ter o mesmo tamanho da Terra com uma superfície rochosa:

Até agora, os astrônomos encontraram apenas um planeta com um diâmetro e densidade semelhantes aos da Terra: o Kepler 78b, sobre o qual nós comentamos acima. Porém, como ele é extremamente quente, os cientistas presumem que a sua superfície é composta basicamente de lava. Ainda não foi dessa vez que encontramos um planeta “gêmeo”.

2 – Estar perto de uma estrela como o Sol:

Ter uma fonte de luz e calor é essencial para a vida humana, assim como para as outras formas de vida animal e vegetal. De acordo com uma nova análise das Universidades da Califórnia, de Berkeley e do Havaí, uma em cada cinco estrelas como o Sol deve ter planetas do tamanho da Terra em sua órbita.
No entanto, ainda serão necessários muitos estudos e tempo de observação para encontrar planetas assim — que tenham um sol, mas que não estejam muito perto ou muito longe, e sim com a distância ideal para sustentar a vida como é na Terra.

3 – Ter água:
É sabido que os astrônomos descobriram água em algumas atmosferas de exoplanetas, mas a identificação das reais características de superfície é mais difícil. A técnica mais promissora é exocartografia, em que pesquisadores mapeiam a superfície do planeta desvendando como os oceanos e continentes eram no passado.

4 –  Bioassinaturas:

Você sabe o que é bioassinatura? A bioassinatura é qualquer substância — como um elemento, isótopo, molécula, ou fenômeno — que fornece evidência científica de vida passada ou presente em um planeta.

A vida em um planeta afeta a sua química, e detectar esses sinais exige a tomada de espectros dele. Sara Seager, uma astrônoma do MIT, afirma que a Terra tem tantas bioassinaturas que os astrobiólogos não sabem quais poderiam prevalecer em um planeta além do nosso. "Nós não vamos encontrar nada se não mantivermos a mente aberta", diz ela.

5 – E a vida inteligente:

Se supostamente os alienígenas usam lasers infravermelhos para se comunicar através do espaço, a busca de inteligência extraterrestre pode fazer o seu primeiro contato, interceptando esses sinais. Ainda neste ano de 2014, os cientistas vão começar uma nova pesquisa usando detectores infravermelhos instalados no Observatório Lick, na Califórnia.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

A NASA está planejando produzir água na Lua e oxigênio em Marte

A NASA está planejando missões para demonstrar como produzir água na Lua e oxigênio em Marte.
As iniciativas fazem parte de uma estratégia de exploração espacial em evolução que depende de recursos nativos.
Estudos mostram as opções mais viáveis ​​para futuras expedições humanas a Lua ou a Marte exigem o que é conhecido como “a utilização de recursos locais”, ou IRSU, para diminuir os enormes custos de lançamento.
O primeiro teste de ISRU no espaço deve acontecer em 2018. A NASA planeja lançar uma missão chamada Resource Prospector, que inclui um rover com instrumentos indicadores de hidrogênio, perfurador e aquecedor de amostras. A sonda irá procurar por vapor de água e outros voláteis na lua.
O vapor também então ser re-condensado para formar água.
Um segundo experimento ISRU inclui uma sonda em Marte, que deve ser lançada em 2020. O dispositivo, que ainda tem de ser selecionado, puxaria dióxido de carbono da atmosfera do planeta, filtraria a poeira e outras partículas e prepararia o gás para processamento químico em oxigênio.
“É a química básica”, disse o geólogo planetário Paul Spudis. “Os problemas reais não são o processo básico. As questões são as coisas imprevisíveis sobre o meio ambiente, seja na lua, seja em Marte, que não sabemos ou não prevemos que vão afetar a produção de água ou oxigênio”.
Se as missões forem bem sucedidas, podem ser o ponto chave para futuras bases na Lua ou a colonização de Marte.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Conheça 5 teorias sobre a origem da vida

Todos sabem que a origem da vida é composta de mistérios, hipóteses e descobertas. Envolvendo crenças, religiões e ciência, esse é um dos temas mais polêmicos, sem respostas e que pautam os estudos dos grandes pesquisadores do mundo.
Em meio a tantas teorias, todas elas apresentam um conceito em comum: a Terra começou a ser habitada há mais de 3 bilhões de anos por micróbios.
Os biólogos estão fazendo um ótimo trabalho mostrando como os organismos vivos funcionam, mas ainda não sabem responder muitas perguntas referentes à vida e como ela pode ter evoluído através de um mundo praticamente desabitado. De que forma moléculas inorgânicas tornaram-se organismos vivos capazes de crescer e evoluir?
Com toda certeza, esse é um dos assuntos mais fascinantes e complexos que podemos debater na atualidade. Para tentar entender um pouco melhor sobre o tema, vamos conhecer algumas teorias!

1. Teoria dos mares:


Você já imaginou se a vida foi iniciada em um ambiente aquático? Pois é, a teoria de que a vida surgiu nos mares indica que tudo pode ter começado através de fontes hidrotermais – uma das maiores zonas de biodiversidade da Terra – que não necessitam de luz solar e fotossíntese.
As fontes teriam expelido moléculas ricas em hidrogênio, mantendo-as concentradas em um único ambiente, favorecendo os minerais catalisadores. Até hoje, esse ambiente cultiva um grandioso ecossistema.

2. Primórdios no gelo:


Quando o sol não esquentava tanto a Terra como nos dias de hoje, o gelo pode ter dominado os oceanos. Já imaginou você, indo para a praia com os amigos, quando se depara com o mar todo congelado? Assim fica difícil, né?
A camada de gelo possivelmente formada no oceano há 3 bilhões de anos pode ter protegido alguns compostos orgânicos mais frágeis dos raios ultravioleta. Aliás, o frio pode ter sido um dos fatores fundamentais para ajudar as moléculas a sobreviver por mais tempo, permitindo a proliferação.
A teoria vem sendo aprimorada ao longo dos anos por cientistas como Stanley Miller e o biólogo molecular da Universidade Albert Einstein de Medicina em Nova York, Matthew Levy.

3. Panspermia:


Idealizada por Anaxágoras no século 5 a.C. na Grécia, Panspermia é uma das hipóteses de que a vida foi trazida à Terra por meteoritos, asteroides e planetoides.
A teoria propõe que a vida pode sobreviver aos efeitos adversos do espaço; como as bactérias extremófilas (organismos que conseguem sobreviver a condições geoquímicas extremas) que podem ficar presas em matérias para viajar por um longo período até colidir com outros planetas.
Você que lembrou do Venom dos quadrinhos do Homem-Aranha, sim, a simbiose pode ser uma bactéria extremófila, por que não? Afinal, ela sobrevive a qualquer condição.
Quando essas bactérias extremófilas conseguem se adaptar às condições de outros planetas, a vida começa! Elas vão ser capazes de iniciar o processo de proliferação e evolução. O conceito de Panspermia também relaciona que é possível existir vida em outros planetas – será que todos nós somos descendentes de seres extraterrestres?

4. Faíscas da vida:


Um famoso experimento realizado pelos cientistas Miller e Urey na Universidade de Chicago em 1953 pode indicar o início de vida na Terra. A experiência consistia em simular as condições primitivas de 3 bilhões de anos.
Para realizar todo o processo foi preciso de um recipiente fechado com um balão contendo água, metano, amônia, hidrogênio e descargas elétricas. Depois de um tempo de exposição diante das faíscas, alguns compostos orgânicos surgiram dentro do ambiente vedado, incluindo aminoácidos e açúcares.
Ao que tudo indica, o clima morno e úmido da Terra naquela época pode ter sido essencial para a criação de compostos básicos necessários para a vida.

5. Origem da vida e argila:

Sabe a argila que você usava para atirar no amigo nas aulas de Educação Artística na escola? Então, ela pode ter sido responsável pelo início da vida. De acordo com uma ideia elaborada pelo químico Alexander Graham Cairns-Smith, da universidade de Glasgow na Escócia, a teoria mostra que a argila pode adsorver compostos orgânicos, desempenhando uma função de catalisador e protetor de reações – protegendo inclusive de radiação.
Em algumas mitologias como a grega de Prometeu e Atena, é comum encontrar referências de que a vida foi criada através de um molde de argila.

Teorias, muitas teorias:

É claro que citamos apenas algumas teorias científicas sobre as origens da vida. Muitas dúvidas ainda habitam a cabeça de todos nós, mas uma coisa é certa: esse assunto nunca vai deixar de render dúvidas, mistérios e discussões. Com diversos conceitos entre ciência e religião, a verdade é que cada um acredita naquilo que lhe convém e na forma como a nossa espécie chegou até aqui.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Mars One pré-seleciona 1.000 candidatos para colonizar Marte

A empresa sem fins lucrativos Mars One pré-selecionou mais de 1.000 pessoas para formar parte de um grupo dos primeiros colonos do Planeta Vermelho.
A seleção foi feita a partir de 200 mil pessoas de 140 países. Ao todo, 1.058 passaram para a segunda fase de seleção, de acordo com a Mars One.
“O desafio com os 200.000 inscritos era separar os que pensamos ser capazes – mental e fisicamente – para a missão de embaixadores humanos em Marte dos que não levam o desafio a sério”, disse Bas Lansdorp, fundador e presidente da Mars One.
O próximo passo da organização é selecionar, através de diversas etapas, os 24 colonos que irão viajar durante 9 meses para Marte em 6 grupos de 4 pessoas. O primeiro grupo deverá ser levado em 2024.
Vale lembrar que é uma viagem sem volta. Os colonizadores irão viver em pequenas habitações que serão levadas e montadas por robôs antes. Para sobreviver, eles deverão produzir oxigênio e cultivar seus próprios alimentos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Veja como será o céu entre os dias 30 de dezembro a 5 Janeiro e os principais eventos astronômicos de 2014

Neste vídeo você verá quais foram os principais eventos astronômicos de 2013 e os principais de 2014 e como será o céu entre os dias 30 de dezembro a 5 Janeiro.

Veja:



O site Mistérios do Espaço agradece a todos que vistam e Feliz 2014 a Todos! :)
Vídeo: univesptv

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

2013 abriu a porta para a descoberta de vida alienígena

As chances da existência de vida de algum tipo em algum lugar lá fora aumentaram significativamente esse ano. Segundo cálculos do astrônomo Erik Petigura, da Berkeley , um em cada cinco estrelas como o sol tem um planeta do tamanho da Terra na chamada zona Cachinhos Dourados – uma região nem muito quente, nem muito fria, e que permite a existência de água líquida corrente na superfície do planeta.
Durante séculos, os astrônomos assumiram que o nosso sistema solar e seus planetas, para não falar de nós mesmos, eram únicos no universo. Depois, em 1992, o primeiro planeta fora do nosso sistema solar foi descoberto.
Desde então, mais de 1.000 exoplanetas foram confirmados e 3.500 candidatos a planetas foram identificados.
O trabalho de identificação e confirmação de planetas foi feito em grande parte com dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, que estava em seu auge quando sofreu uma falha fatal e deixou de funcionar. No entanto, os astrônomos ainda estão coletando dados antigos do telescópio.
Os astrônomos já descobriram planetas que são aproximadamente do tamanho da Terra, rochosos, e com atmosferas contendo água – basicamente, todos os ingredientes para a vida.
“A chance de que exista um planeta como a Terra por aí com vida é muito alta”, disse a professora do MIT Sara Seager. “A pergunta é: Existe vida aqui perto, em nossa vizinhança de estrelas? Achamos que as chances são boas. Infelizmente, muitas das respostas só poderão ser respondidas a partir de 2018, quando o Telescópio Espacial James Webb for lançado para ser o substituto do Kepler. Mas a questão de outras Terras e outras formas de vida não é mais uma questão de se, mas quando. E 2013 ficou marcado como o ano com mais significativo nesse sentido”.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Água líquida pode ter sido encontrada correndo em Marte

Observações detalhadas de regiões próximas ao equador de Marte revelaram marcas delgadas em forma de “dedos”, possivelmente formadas pela ação da água salgada.
As manchas escuras tem tipicamente menos de 16 metros de largura e se estendem pelas encostas rochosas de Marte durante a primavera e o verão, mas durante o inverno desaparecem e retornam na primavera seguinte.
Os cientistas observaram essas marcações em uma série de sítios em Valles Marineris, um dos maiores sistemas de canyons no sistema solar. Nesses locais, as marcas escuras aparecem em encostas voltadas para o norte do cânion, tornando-se evidentes quando recebem mais luz solar.
A melhor explicação é que essas marcas são feitas pela água.
“A região da superfície equatorial de Marte tem sido considerada seca, livre de água líquida ou congelada, mas talvez seja necessário repensar isso”, disse Alfred McEwen, cientista principal no estudo das marcações.
“A explicação que mais se encaixa é que a água salgada está fluindo para baixo nas encostas quando a temperatura sobe”, disse McEwen.
Sais dissolvidos podem manter a água líquida em temperaturas inferiores do que o ponto de congelamento da água pura. Sais também podem diminuir a taxa de evaporação da água, o que poderia explicar por que essas estrias escuras finas são tão longas.
Um estudo mais aprofundado das marcas escuras provavelmente irá pintar uma imagem mais clara da presença de gelo ou água líquida em Marte.

sábado, 14 de dezembro de 2013

NASA encontra evidências de vida microbiana em um antigo lago em Marte

O grande anúncio feito ontem pela NASA é de que foram encontradas evidências em Marte da existência de um lago com águas propícias para manter a vida de micróbios. O suposto lago, localizado dentro da cratera Garter – onde o rover Curiosity aterrissou em agosto de 2012 –, cobre uma área de quase 50 quilômetros de comprimento e 5 quilômetros de largura, embora seu tamanho tenha variado com o tempo.
As análises feitas a partir do material recolhido pelo pequeno explorador sugerem que o lago existiu por, pelo menos, dezenas de centenas de anos. Já os testes realizados com as amostras retiradas de duas rochas de outra região – que recebeu o nome de Yellowknife Bay – mostram que o lago existiu em um período em que outras partes do planeta estavam secas ou apresentavam poças rasas de água ácida e salgada, o que seria inadequado para qualquer tipo de vida.
Por outro lado, o lago da cratera Gale poderia ter mantido a vida de micróbios simples que se alimentavam de rochas, conhecidos como quimiolitoautotróficos, que são comumente encontrados na Terra em cavernas e fontes hidrotermais no fundo do oceano. É o que aponta o geólogo John Grotzinger, do California Institute of Technology, nos Estados Unidos.

Novas evidências:

Os cientistas também apontam que a argila encontrada, que teria sido formada na presença de água, era mais jovem do que se esperava – uma descoberta que altera a estimativa do período em que Marte poderia ter vida em sua superfície.
Estudos anteriores realizados com rovers, sondas e exploradores em Marte nos deram evidências de que o planeta pode ter sido um lugar mais quente e úmido no passado, se assemelhando às condições da Terra. Ainda, rochas antigas carregam marcas químicas que indicam que um dia houve interação com a água. A superfície do planeta está repleta de estruturas geológicas que teriam sido criadas a partir dessa interação, como canais, leitos de rios secos, deltas de lagos e outros depósitos de sedimentos.

Carbono orgânico:

Novos estudos relacionados ao tema procuram descobrir a quantidade de radiação que atingiu o planeta para determinar por quanto tempo qualquer tipo de carbono orgânico – que ainda não foi encontrado em Marte – poderia se manter preservado dentro de rochas de até 5 centímetros de profundidade, que é a extensão da perfuração que o Curiosity é capaz de fazer.
Uma das poças de argila encontradas em Yellowknife Bay, por exemplo, ficou exposta aos efeitos destrutivos dos raios cósmicos por cerca de 70 milhões de anos, que é o período para detectar os orgânicos, explica Don Hassler, do Southwest Research Institute, nos Estados Unidos. Essas amostras também sugerem a possibilidade de que os orgânicos tenham sido destruídos no laboratório do Curiosity devido à alta oxidação de substâncias conhecidas como percloratos, que até o momento parecem ser abundantes no solo marciano.
Os cientistas seguem procurando rochas que tenham altas concentrações de orgânicos ou melhores condições químicas para sua preservação. “O principal obstáculo que precisamos ultrapassar é entender como esses orgânicos podem ter sido preservados ao longo do tempo, desde o período em que entraram na rocha até o período em que nós os detectamos”, revela Jennifer Eigenbrode, cientista do Curiosity.
No momento, a sonda está a caminho de uma estrutura conhecida como Mount Sharp – uma formação rochosa de cerca de 5 quilômetros de altura que se formou no solo da cratera Gale. Com base nas informações obtidas a partir das amostras da Yellowknife Bay, os cientistas estão desenvolvendo uma nova estratégia para procurar orgânicos.
Mesmo que a vida não tenha começado em Marte, presume-se que o material orgânico tenha sido depositado na superfície do planeta a partir do choque com cometas e asteroides.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Zona habitável de estrelas como o Sol é maior que o pensado

O lugar da Terra no sistema solar é perfeito. Não é muito quente como Vênus e não é muito frio como Marte, e essa “zona Cachinhos Dourados” de habitabilidade em torno de outras estrelas como o sol pode ser maior do que se pensava, segundo os cientistas.
Um novo estudo, revelado, amplia a zona habitável – o ponto ideal em um sistema solar onde a água líquida e, portanto, a vida, poderia existir – em estrelas como o sol.
Estudos anteriores sobre a zona habitável de estrelas como o sol colocaram a borda mais interna da zona cerca de 0,99 UA (1 UA, ou unidade astronômica, é a distância média entre a Terra e o Sol, cerca 150 milhões quilômetros ). Mas um novo estudo empurra a fronteira para mais perto da estrela, a uma distância de cerca de 0,95 UA (cerca 142 milhões de quilômetros).
O estudo publicado na revista Nature e liderado por Jeremy Leconte, pós-doutorado da Universidade de Toronto, no Canadá, usou modelos de computadorizados tridimensionais para revelar que o efeito estufa não é um problema a menos que o planeta esteja a pelo menos 0,95 UA de sua estrela.
O novo limite interno para as zonas habitáveis ​​pode não fazer uma grande diferença para os cientistas que tentam determinar se um planeta alienígena é habitável, mas faz uma grande diferença para a vida futura na Terra, segundo Leconte.
Eventualmente, o sol vai se tornar mais brilhante, aquecendo a Terra e potencialmente criando um efeito estufa descontrolado – um ciclo que eventualmente faria com que os oceanos de um planeta evaporassem. Mas essa eventualidade está muito longe de acontecer, e com o novo estudo, pode demorar ainda mais do que o previsto.

domingo, 8 de dezembro de 2013

O universo primordial podia abrigar vida?

O astrônomo de Harvard Avi Loeb acaba de publicar um artigo sobre como a vida poderia ter florescido quando nosso universo de 13,8 bilhões de anos tinha apenas 15 milhões de anos. Naquela época, todo o universo era mais quente – o que significa que a água líquida podia existir mesmo em planetas que estavam distantes de estrelas.
Na faixa de redshift 100 <(1 + z) <110, a radiação cósmica de fundo (CMB) tinha uma temperatura de 273-300K (0-30 graus Celsius), permitindo que os primeiros planetas rochosos (se existiam naquela época) tivessem água líquida na sua superfície e fossem habitáveis, independentemente da sua distância a partir de uma estrela.
Embora muitas vezes pensamos no início do universo como um lugar muito inóspito, Loeb observa que se os planetas rochosos existiam, eram banhados com calor constante, sem a necessidade de depender de uma estrela para obter energia.
Claro que há aquela pequena questão da densidade da matéria ser “um milhão de vezes maior naquela época do que é hoje.” É difícil dizer se isso seria ou não um problema para o desenvolvimento da vida.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Por que os cientistas devem procurar por vida em planetas roxos?

Bilhões de anos atrás, quando a vida microbiana surgiu pela primeira vez na Terra, a assinatura de nosso planeta parecia com um ponto roxo no espaço. Munidos com este conhecimento, os cientistas agora dizem que devemos procurar por exoplanetas tingidos por uma cor semelhante – um possível sinal de vida extraterrestre.
Durante o período Arqueano, cerca de três bilhões de anos atrás, uma das formas mais generalizadas de vida eram as bactérias roxas – microorganismos fotossintéticos que habitavam ambientes aquáticos e terrestres. Estas condições teriam sido semelhantes a um ecossistema recentemente descoberto por cientistas australianos, que remonta a 3,5 bilhões de anos.
Uma equipe de astrobiólogos, curiosos para saber se essas assinaturas podem ser visíveis e detectáveis a partir do espaço, recentemente conduziu uma pesquisa para simular a radiação visível e infravermelha refletida pela Terra primordial. A simulação levou em conta vários cenários de uma versão inicial da Terra, incluindo a eventual distribuição de bactérias roxas sobre os continentes e oceanos, e levando em consideração a cobertura de nuvens.
Os resultados mostraram que as bactérias púrpuras teriam um espectro reflexivo perceptível e uma forte refletividade. Isto produz um sinal detectável no espectro visual do nosso planeta.
O próximo passo, diz Lisa Kaltenegger, do Instituto Max Planck de Astronomia em Heidelberg, na Alemanha, é a utilização de técnicas fotométricas multi-cor para procurar planetas semelhantes à Terra Arqueana. A mesma técnica pode ser usada para localizar um planeta com condições semelhantes à atual Terra, que é coberta por desertos, vegetação e esteiras microbianas. Realisticamente, esta pesquisa poderia começar em 2018 com o lançamento do Telescópio Espacial James Webb, da NASA.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Espetacular vídeo 3D de Marte traz vida ao Planeta Vermelho

Um vídeo recém-lançado, criado por imagens captadas pela sonda Mars Express, da ESA, fornece uma visão tridimensional e rica em detalhes do planeta vermelho.
A sonda da Agência Espacial Europeia orbitou Marte cerca de 12.000 vezes, capturando imagens de vales, cânions e fluxos de lava que forneceram vistas sem precedentes do terreno do planeta. Pesquisadores reuniram as imagens individuais as combinando em um vídeo de arregalar os olhos.

Veja o vídeo:

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Planetas habitáveis podem ser comuns no Universo, diz estudo

Uma em cada cinco estrelas como o Sol têm planetas habitáveis, afirma estudo de astrônomos da Universidade do Havaí e da Universidade de Berkeley, na Califórnia. Para ser definido como “habitável”, um planeta precisa ter tamanho semelhante ao da Terra e temperatura de superfície propícia à presença de água na forma líquida.
O estudo foi baseado em análises de observações do telescópio espacial Kepler, da Agência Espacial Americana (Nasa), que têm o objetivo de apontar quantas estrelas, das 100 bilhões desta galáxia, têm planetas potencialmente habitáveis. Também foram utilizados dados de espectros de estrelas com planetas do Observatório W. M. Keck, no Havaí.
Segundo Erik Petigura, um dos pesquisadores responsáveis pela pesquisa, a estrela semelhante ao Sol mais próxima da Terra com um planeta habitável em sua órbita provavelmente está a 12 anos luz e pode ser vista a olho nu.
Todos os planetas potencialmente habitáveis citados na pesquisa estão ao redor das estrelas K, mais frias e menores do que o Sol. Mas a análise dos astrônomos mostra que os resultados das estrelas K podem ser extrapolados para as estrelas G, que são como o Sol.
O estudo é o primeiro censo de planetas do tamanho da Terra feito pelo Kepler que estima com precisão as zonas habitáveis em estrelas.
Segundo os pesquisadores, o resultado deste estudo permite à Nasa construir telescópio adequado à distância dos planetas habitáveis e que suas missões sucessoras ao Kepler de fato registrem imagens de um planeta.
A equipe de pesquisadores alerta que planetas do tamanho da Terra não necessariamente são habitáveis, mesmo que estejam na zona habitável de uma estrela onde a temperatura não é muito quente nem muito fria.
Na semana passada, a equipe divulgou uma foto de um planeta, descoberto pelo Kepler, que tem tamanho e densidade semelhantes aos da Terra e provavelmente é formado por rochas e ferro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Novos Estudos sugerem que a vida se originou em Marte

Todos nós somos marcianos, de acordo com um novo estudo. Novas evidências sugerem que a vida da Terra se originou em Marte e foi trazida a nosso planeta a bordo de um meteorito, segundo o bioquímico Steven Benner, do Instituto Westheimer de Ciência e Tecnologia, na Flórida, EUA.
Uma forma oxidada do elemento molibdênio, que pode ter sido crucial para a origem da vida, provavelmente estava disponível na superfície do planeta vermelho há muito tempo, mas indisponível na Terra, disse Benner.
“Somente quando o molibdênio torna-se altamente oxidado é que ele é capaz de influenciar a forma como a vida primitiva é formada”, Benner disse em um comunicado. “Esta forma de molibdênio não poderia estar disponível na Terra quando o planeta era muito jovem, porque 3 bilhões de anos atrás, a superfície da Terra tinha muito pouco oxigênio, mas Marte não. É mais uma prova que apoia a tese de que a vida veio para a Terra a bordo de um meteorito marciano.”
Os compostos orgânicos são os blocos de construção da vida, mas eles precisam de um pouco de ajuda para fazer as coisas acontecerem. Basta adicionar energia, como calor ou luz, e eles viram uma sopa de moléculas orgânicas, Benner disse.
É aí que o molibdênio oxidado entra em cena. Inserindo-o (ou o boro, um outro elemento) na mistura ajudaria os compostos orgânicos a dar o salto para a vida, Benner acrescentou.
“A análise de um meteorito marciano recentemente mostrou que havia boro em Marte, e nós agora acreditamos que a forma oxidada do molibdênio estava lá também”, disse ele.
Outro ponto a favor da tese de que a vida surgiu em Marte é que a Terra primitiva estava completamente coberta por água, enquanto o antigo planeta vermelho tinha áreas secas substanciais, Benner disse. Um planeta coberto por líquido teria tornado difícil para o boro existir, que atualmente é encontrado apenas em locais extremamente secos.
Além disso, acrescentou Benner, a água é corrosiva para o RNA, que a maioria dos pesquisadores acredita que foi a primeira molécula genética (em vez do DNA, que veio mais tarde).
Nenhum organismo marciano nativo foi descoberto. Mas é possível que a vida em Marte – se é que já existiu – pode ter feito o seu caminho para a Terra em algum momento, muitos cientistas dizem.
Alguns micróbios são incrivelmente resistentes, e podem ser capazes de sobreviver a uma viagem interplanetária após serem expulsos de seu mundo de origem por um impacto de um asteróide. E a dinâmica orbital mostra que é muito mais fácil para as rochas viajarem de Marte à Terra do que o contrário.
“Se os nossos hipotéticos ancestrais marcianos tivessem permanecido em Marte, talvez não estivéssemos aqui hoje para contar a história.”, concluiu Benner.