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sábado, 29 de março de 2014

O que tem no centro de um buraco negro?

Que os buracos negros são tão profundos que quase nada pode fugir deles nós sabemos. Nem a luz escapa de suas profundezas – daí o nome “buraco negro”. Mas o que, afinal, existe no centro de um?
Segundo astrônomos, no centro de um buraco negro existe o que eles chamam de “singularidade”, que é um ponto onde quantidades enormes de matéria são esmagadas em um ponto infinitamente pequeno.

De acordo com Sabine Hossenfelder, do Instituto Nórdico de Física Teórica, tecnicamente a singularidade é uma curvatura do espaço. Parece estranho mas pense em uma borracha sendo esticada em volta de uma bola de boliche. Normalmente, objetos espaciais massivos fazem com que o espaço se curve ao redor deles da mesma forma.
Segundo uma teoria de Einstein, esse efeito é ainda mais extremo quando acontece em um buraco negro – a curva se torna praticamente infinita. E à medida que os objetos engolidos pelo buraco negro viajam através dessa curva, sua força aumenta.
Em volta da singularidade, a matéria é comprimida e fica com tamanha densidade que, segundo fórmulas da física teórica, ela poderia caber em um ponto tão pequeno que não teria dimensões.

Alguns cientistas se questionam ainda sobre a exatidão das equações teóricas usadas para descrever os buracos negros – justamente por elas apresentarem um resultado tão abstrato. Há físicos que afirmam que a singularidade nem mesmo existe.
Mas, por enquanto, essas fórmulas são a única maneira de teorizarmos o que há dentro de buracos negros, já que observar seu interior é impossível.

sexta-feira, 28 de março de 2014

E se um buraco negro aparecesse no sistema solar? o que aconteceria?

Coisa boa não seria, disso estamos certos. Buracos negros são os objetos mais devastadores do universo, sugando tudo o que encontram pela frente para frente para seu interior – nada pode escapar, nem mesmo a luz.
E o que aconteceria se um buraco negro aparecesse no nosso sistema solar? Supondo que ele estivesse nos confins do sistema solar, o primeiro sintoma seria mudanças sutis nas órbitas dos planeta exteriores (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).

O buraco negro sugaria para si cometas que viajam pela nuvem de Oort. Até então, seria impossível observar – mesmo com nossos melhores telescópios – o buraco negro iniciando seu jantar do sistema solar. O buraco negro em si não emite luz e a única maneira de detectá-lo é quando ele consome grandes quantidades de gás.
Se o buraco negro continuasse se movendo em direção ao interior do sistema solar, as órbitas dos planetas se tornariam caóticas. Júpiter seria a primeira vítima, por causa de sua grande atração gravitacional. O buraco negro sugaria rapidamente todo o gás do gigante gasoso, formando um disco brilhante de gás ao redor do monstro cósmico, emitindo radiação de raios-X.
Vale lembrar que no nosso exemplo, Júpiter é milhares de vezes maior que o buraco negro, mas a massa do mesmo é milhões de vezes a massa de Júpiter. Aos poucos, Júpiter vai desaparecendo do sistema solar.
À essa altura, a Terra já estará em graves problemas. Os efeitos gravitacionais do buraco negro teriam causado colossais terremotos e erupções vulcânicas por todo o planeta. A órbita já estaria totalmente desregulada, e o planeta poderia se afastar ou até se aproximar mais do Sol, causando grandes mudanças climáticas que acabariam com toda a vida em instantes. Os efeitos da maré transformaria todo o planeta em uma quente superfície de magma, tudo isso em questão de poucos dias.

Enquanto isso, Saturno está tendo o mesmo destino de Júpiter, assim como Netuno e Urano. À medida que o buraco negro vai se infiltrando pelo interior do sistema, a Terra, Marte, Vênus e Mercúrio vão sendo atraídos cada vez mais para seu interior. Esses planetas vão sendo dilacerados pela força gravitacional do buraco negro. Aos poucos, os pedaços desses planetas vão sendo consumidos.
Enquanto isso, o gás do sol é despojado e puxado para dentro do ralo cósmico e a estrela vai ficando cada vez menor e menos fraca, até todo seu gás ter sido consumido, e por fim, seu núcleo.
À essa altura, já não existe nenhum astro no sistema solar, cujo centro abriga um buraco negro que está emitindo muita radiação. Toda a matéria que ele engoliu está compactada em um único ponto infinitamente pequeno, quente e denso em seu interior, e toda a informação dessa matéria está “impressa” em seu horizonte de eventos, que cerca o buraco negro.
Agora que narramos essa cena catastrófica, você deve estar se perguntando sobre qual é a probabilidade de que um buraco negro resolva dar uma voltinha em nosso sistema solar, causando tudo o que citamos. Aqui, pelo menos, temos uma boa notícia. Eles só se formam com o colapso de uma estrela com pelo menos uma massa 10 vezes superior ao do Sol, portanto não há a mínima chance de num futuro próximo surgir um buraco negro no sistema solar.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Vídeo mostra o que acontece quando um Buraco Negro engole uma estrela

Como seria a colisão de uma estrela por um buraco negro massivo? Esta foi a pergunta que um grupo de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, tentou responder por meio de uma simulação de computador, numa tentativa de reconstituir o momento em que um buraco negro engoliu uma estrela, fenômeno observado em 2012, chamado de PS1-10jh.

As simulações mostram que, quando a força gravitacional de um buraco negro supermassivo puxa uma estrela, esta é esticada em uma longa mancha antes de ser destruída. Cerca de metade da massa da estrela pode ser ejetada como um fluxo de detritos e a outra metade, eventualmente, pode se tornar uma espiral dentro do buraco negro, formando algo chamado "disco de acreção". O estudo da simulação sugere que todo o evento resultou em um clarão e que a curva de luz contém informações sobre o tipo de estrela e o tamanho do buraco negro envolvidos na colisão. Além disso, o trabalho também sugere que a estrela engolida era composta por hidrogênio – o que é mais comum – e não hélio, algo que seria extremamente raro e que chegou a ser cogitado na época em que a colisão foi identificada.
Os astrônomos ainda disseram que, em uma galáxia típica, a colisão entre um buraco negro e uma estrela acontece uma vez a cada 10 mil anos. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal.
Fonte: History

terça-feira, 11 de março de 2014

Astrônomos descobrem Buraco negro que gira na metade da velocidade da luz

Astrônomos encontraram duas coisas notáveis a respeito de um buraco negro gigante chamado RX J1131, que se encontra no centro de uma galáxia cerca de 6 bilhões de anos-luz de distância de nós. Um: trata-se do buraco negro mais distante a ter sua velocidade de giro medida. Dois: sua velocidade é incrível! De acordo com um relatório da revista científica Nature, ele está girando à metade da velocidade da luz.
Esta foi a primeira vez que cientistas conseguiram medir diretamente quão rápido um buraco negro gira. Um buraco negro supermassivo tão distante normalmente seria muito fraco para ter sua velocidade de giro medida, mas uma formação rara com uma galáxia elíptica maciça criou um telescópio natural conhecido como lente gravitacional, que permitiu aos astrônomos estudar o objeto distante.
“A lente gravitacional é crucial”, explica um dos autores da pesquisa, Mark Reynolds, da Universidade de Michigan, Estados Unidos. “Sem isso, não seríamos capazes de coletar fótons de raios-X para medir a rotação de um buraco negro tão longe de nós”.

Os astrônomos há muito tempo se perguntam se estes grandes buracos negros crescem gradualmente via ingestão constante de material ou, por outro lado, rapidamente, como, por exemplo, em uma fusão com outro buraco negro durante uma colisão galática. O giro recém-descoberto oferece pistas neste sentido.
Se a ideia da fusão está correta, uma grande quantidade de material novo que flui em uma mesma direção é capaz de alimentar um buraco negro, tornando seu giro mais rápido nesta direção. No entanto, um buraco negro que consome pequenas “refeições” que se movimentam em diferentes direções receberia pequenos empurrões de todos os lados, que anulam uns aos outros, desacelerando a velocidade de giro do buraco negro.
“Estudos observacionais dos últimos 20 anos têm demonstrado uma clara ligação entre a massa do buraco negro supermassivo e as propriedades da galáxia em que reside”, conta Reynolds. “Estas relações sugerem uma relação simbiótica entre o buraco negro central e sua galáxia hospedeira”.
Ao estudar o buraco negro, os astrônomos podem aprender mais sobre a origem e a evolução das galáxias – e a rotação desempenha um papel muito importante neste contexto. “A história do crescimento de um buraco negro supermassivo está codificado em seu giro”, resume Reynolds.
No caso específico do RX J1131, sua característica de girar com a metade da velocidade da luz sugere que seu crescimento se deu digerindo e incorporando outro buraco negro em uma fusão de galáxias. O buraco negro existente em nossa própria Via Láctea pode estar predestinado a ter um futuro semelhante quando colidirmos com a nossa galáxia vizinha, de Andrômeda. Mas, relaxe – isso só deve acontecer daqui a uns quatro bilhões de anos.
Fonte: hypescience

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Se você tivesse na frente de um Buraco Negro o que você veria?

O que você veria se olhasse diretamente para um buraco negro e vivesse para contar a história? A imagem acima é gerada por computador e simula o que nós veríamos se encontrássemos um pela frente.
Buracos negros possuem um campo de gravidade tão intenso que a luz se dobra ao ficar próxima a ele, causando distorções visuais. As estrelas, por exemplo, teriam duas imagens – uma em cada lado do buraco negro.

Próximo ao buraco você vê uma imagem do céu todo. A luz vem de todas as direções, se dobra ao redor do buraco e volta para você.
O fundo da imagem é original e foi alterado por computador para “receber” o buraco negro.
Buracos negros, acredita-se, representam o estado mais denso da matéria. Há evidências indiretas de sua presença no centro de galáxias, sistemas estelares binários e quasars.
Fonte: hypescience

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Será que nosso universo está em uma ponte entre dois outros universos?


Vermes:

O nosso universo pode estar situado no interior de um buraco de minhoca (wormhole) - também conhecido como Ponte de Einstein-Rosen - uma espécie de "cano" hipotético que une dois universos.
O próprio buraco de minhoca seria parte de um buraco negro que ficaria dentro de um universo muito maior, que contém o nosso como um traço dificilmente detectável por algum cientista "extra-universal".
Esse cenário, com cara de ficção científica, no qual nosso universo nasceu dentro um buraco de minhoca, está em um artigo que acaba de ser publicado em uma das mais importantes revistas de Física do mundo.

Gravidade e expansão acelerada do Universo:

Tal exercício teórico não nasce da ociosidade: acontece que a física atual se debate há anos com problemas difíceis de resolver. O maior deles é a nossa bem conhecida gravidade.
Embora seus efeitos possam ser sentidos o tempo todo, ela não se dá com as outras forças conhecidas. Nenhum cientista conseguiu até hoje desenvolver uma teoria que junte a gravidade às forças nucleares fraca e forte e ao eletromagnetismo.
O outro problema é a expansão do Universo. A gravidade deveria estar fazendo com que ele estivesse se contraindo, ou no mínimo, ela deveria estar desacelerando sua expansão. Mas as observações mostram o contrário, o que fez surgir as teorias da matéria escura e da energia escura.

Saindo pelo cano:

Nikodem Poplawski, da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, acredita que esses problemas podem ser resolvidos se nosso universo tiver nascido quando uma estrela gigante, situada em um universo muito maior e muito mais antigo do que o nosso, colapsou, formando uma ponte para um outro universo.
Se o nosso universo surgiu no meio dessa ponte entre esses dois outros universos, a gravidade pode ser rastreada para antes daquele instante mágico do Big Bang, permitindo sua unificação com as outras forças.
E a expansão acelerada do nosso universo seria explicada pelo simples fato de que estaríamos "vazando" pelo buraco de minhoca, atraídos por outro universo.

Buracos brancos:

Poplawski admite que apenas um experimento ou uma observação direta poderiam revelar o movimento de uma "partícula" - tão grande quanto o nosso próprio universo - em um buraco negro real.
Mas ele também salienta que, como os observadores somente podem ver o lado de fora de um buraco negro, o interior não pode ser vislumbrado a menos que um observador entre no buraco negro ou já more lá.
"Esta condição seria satisfeita se o nosso universo estiver no interior de um buraco negro existente em um universo maior," afirma ele.
"Como a teoria geral da relatividade de Einstein não escolhe uma orientação para o tempo, se um buraco negro pode se formar a partir do colapso gravitacional de matéria através de um horizonte de eventos no futuro, então o processo inverso também é possível. Um processo assim poderia descrever um buraco branco explodindo: a matéria emergindo de um horizonte de eventos no passado, exatamente como o Universo em expansão," explica Poplawski.
Um buraco branco é conectado a um buraco negro por uma ponte de Einstein-Rosen (ou buraco de minhoca) e é, hipoteticamente, a reversão no tempo de um buraco negro.

Um universo em cada buraco negro:

No artigo, Poplawski sugere que todos os buracos negros astrofísicos - e não apenas os buracos negros Schwarzschild e Einstein-Rosen - podem ter pontes Einstein-Rosen, cada um com um novo universo em seu interior, que se formou simultaneamente com o buraco negro.
"Do que decorre que o nosso universo poderia ter-se formado dentro de um buraco negro existente dentro de outro universo", defende ele. Ou, mais especificamente, dentro de um buraco de minhoca que une dois outros universos.
Segundo ele, o conceito de um universo que nasce no interior de um buraco negro de Einstein-Rosen poderia evitar ainda o problema da física atual com o chamado problema da perda de informação dos buracos negros, que afirma que toda e qualquer informação sobre a matéria é perdida quando ela passa pelo horizonte de eventos de um buraco negro - por sua vez, desafiando as leis da física quântica.
Para isso, ele propõe o uso de um sistema de coordenadas euclidianas, chamadas coordenadas isotrópicas, para descrever o campo gravitacional de um buraco negro e para modelar o movimento geodésico radial de uma "partícula de grande massa" no interior desse buraco negro.
Em seu trabalho, Poplawski estudou o movimento radial ao longo do horizonte de eventos (a fronteira de um buraco negro) de buracos negros do tipo Schwarzschild e Einstein-Rosen - ambos soluções matematicamente legítimas da Relatividade Geral. Faltaria agora generalizar mais a sua solução.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

5 incríveis imagens que o telescópio Hubble já registrou

Nebulosa da Tarântula:
Localizada a 170 mil anos-luz da Terra, a Nebulosa da Tarântula — também conhecida como 30 Doradus — é uma região de intensa formação, na qual milhões de jovens estrelas surgem em meio às espessas nuvens de gás e poeira.

Buraco negro:
A fotografia acima foi capturada com a ajuda do radiotelescópio VLA, localizado no Novo México, o qual permitiu que o Hubble pudesse fazer observações de um buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia Hércules A. As nuvens avermelhadas são longos jatos de gás sendo expelidos pelo gigante.

Sharpless 2-106:
A Sharpless 2-106 é uma região do espaço localizada a 2 mil anos-luz da Terra na qual ocorre a formação de novas estrelas. Nela existe uma grande quantidade de poeira e gás, e a distribuição desses materiais confere a essa área o formato parecido ao de um anjo.

NGC 922:
Esta bela galáxia espiralada tem uma história bem interessante: há mais de 300 milhões de anos, uma galáxia menor se chocou exatamente contra o centro da NGC 922, provocando uma série de ondas de energia gravitacional que resultou em várias áreas de formação de novas estrelas, que são as zonas de cor avermelhada que podem ser vistas na imagem.

Explosão estelar:
A curiosa foto acima — composta a partir de imagens em raios x — mostra os remanescentes da formação de uma supernova que ocorreu há 400 anos na Grande Nuvem de Magalhães, que se encontra a uma distância de 170 mil anos-luz da Terra. O aro vermelho é tudo o que restou da explosão, e os tons azulados e esverdeados da imagem mostram o aquecimento dos gases provocado pela onda de choque resultante da formação da supernova.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Há alguma possibilidade da Terra ser engolida por um buraco negro?

Buracos negros são, sem dúvida, um dos objetos mais legais (e controversos) do universo. Conhecidos por serem “aspiradores de pó” cósmicos, eles já foram tema de inúmeras obras de ficção científica. Mas eles devem realmente ser temidos por nós, terráqueos?
Como não existem muitos buracos negros por aí (o mais próximo conhecido está a milhares de anos-luz), não há muito o que temer. De acordo com astrofísicos, a chance de um buraco negro engolir a Terra é menor do que você ganhar 100 vezes seguidas na loteria.
Você já deve saber que no centro de cada grande galáxia, inclusive a nossa Via Láctea, há um buraco negro supermassivo, com uma massa de milhões de vezes a do Sol. E não, ele não poderá devorar a Terra ou qualquer sistema planetário próximo de nós. Isso porque o buraco negro, chamado Sagittarius A, está localizado a cerca de 27 mil anos-luz de distância do sistema solar.
Há também os mini-buracos negros criados em aceleradores de partículas, como o LHC. Todavia, é fisicamente impossível um mini-buraco negro engolir a Terra. Isso porque eles são realmente pequenos, tão pequenos que evaporam dentro de um trilionésimo de segundo, não tendo a mínima chance de engolir qualquer coisa e aumentar sua massa.
O fato é que existem formas muito mais prováveis do planeta ser destruído. Na verdade, o planeta em si não. Afinal de contas, destruir uma bola de ferro de 4,5 bilhões de anos não é para qualquer um. Mesmo o impacto de um asteroide gigante (como aquele que dizimou os dinossauros 65 milhões de anos atrás) não causaria maiores danos ao planeta, que se estabilizaria rapidamente (embora sem muitas formas de vida).


segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Físico diz que buracos negros não existem

Os buracos negros, de acordo com o conceito moderno desenvolvido pela física, são regiões do espaço com densidade inimaginável nas quais a gravidade é tão absurdamente forte que nada, nem mesmo a luz, pode escapar de ser engolida por eles. Um dos físicos que ajudou a desenvolver esse conceito foi Stephen Hawking e, de acordo com o próprio britânico, essa noção pode estar ligeiramente equivocada.
Para Hawking, os buracos negros — como os concebemos atualmente — não existem. Segundo o físico, o problema com o conceito atual é a noção estabelecida pelas teorias clássicas do chamado “horizonte de eventos”, ou seja, uma fronteira bem definida que determina até onde qualquer coisa pode se aproximar de um buraco negro sem ser irremediavelmente engolida por ele para nunca mais escapar.

Relatividade x física quântica:

No entanto, os princípios da física quântica contradizem essa ideia, sugerindo que a matéria e a energia tragadas pelos buracos negros não ficam aprisionadas em seu interior indefinidamente. Assim, para explicar esse paradoxo, Hawking propõe um “horizonte aparente” — com fronteiras bem menos definidas — no lugar de um horizonte de eventos, que flutuaria conforme os efeitos quânticos.
Além disso, segundo a nova teoria, os buracos negros não deveriam ser compreendidos como buracos da morte. Hawking sugere que os buracos negros sejam compreendidos como locais nos quais a matéria e a energia são engolidas e transformadas, sendo, então, devolvidas ao universo de maneira diferente.
Segundo a nova teoria — caso fosse possível comprová-la experimentalmente —, se um astronauta caísse acidentalmente em um buraco negro, por exemplo, em vez de seu corpo queimar imediatamente em uma barreira de intensa radiação, conforme sugere a física quântica ou, ainda, ser esmagado completamente no interior do buraco, nenhum dos dois cenários aconteceria.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Conheça buraco negro que tem um quatrilhão de vezes a massa do Sol

Astrônomos usaram o Observatório de Raios-X Chandra da NASA e um  conjunto de outros telescópios para revelar um dos mais  poderosos buracos negros conhecidos. O buraco negro tem criado  enormes estruturas de gás quente ao seu redor, impedindo a  formação de trilhões de estrelas. Este monstro está em um  aglomerado de galáxias chamado RX J1532.9 3021, localizado a  cerca de 3,9 bilhões de anos-luz da Terra. O aglomerado é muito  brilhante nas ondas de raios-X, o que implica que é extremamente  grande, com uma massa de cerca de um quatrilhão de vezes a massa  do nosso Sol. No centro do aglomerado há uma grande galáxia  elíptica, que contém o buraco negro supermassivo.
O que está impedindo a formação de um grande número de estrelas  em RX J1532 ? As imagens do Observatório de Raios-X Chandra e  Karl G. Jansky Very Large Array do NSF (VLA) têm fornecido uma  resposta para esta pergunta. A imagem de raios-X mostra duas  grandes cavidades no gás quente em ambos os lados da galáxia  central. A imagem do Chandra foi especialmente processada para  enfatizar essas cavidades. Ambas as cavidades estão alinhadas  com jatos observados em imagens de rádio do VLA. A localização  do buraco negro supermassivo entre as cavidades é uma forte  evidência de que os jatos supersônicos gerados pelo buraco negro  perfuram o gás quente e o empurra para os lados, formando as  cavidades.
As 'frentes de choque' (semelhantes aos estrondos sônicos)  provocadas pelas cavidades em expansão e pela liberação de  energia por ondas sonoras que reverberam através do gás quente  fornecem uma fonte de calor que impede que a maior parte do gás  forme novas estrelas.
As cavidades têm aproximadamente 100.000 anos-luz de diâmetro,  igual à largura da Via Láctea. A cavidade mais distante também é  vista em um ângulo diferente em relação aos jatos, ao longo de  uma direção norte-sul. Esta cavidade foi provavelmente produzida  por um jato de uma explosão mais antiga do que o próprio buraco negro.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Veja como será o céu entre os dias 30 de dezembro a 5 Janeiro e os principais eventos astronômicos de 2014

Neste vídeo você verá quais foram os principais eventos astronômicos de 2013 e os principais de 2014 e como será o céu entre os dias 30 de dezembro a 5 Janeiro.

Veja:



O site Mistérios do Espaço agradece a todos que vistam e Feliz 2014 a Todos! :)
Vídeo: univesptv

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Teoricamente, você pode se tornar um buraco negro

Pode ser fácil para alguém se sentir insignificante neste universo. Afinal de contas, nós somos pequenas criaturas em uma rocha relativamente pequena que orbita uma das muitas bilhões de estrelas dentro de uma das muitas bilhões de galáxias. No entanto, na próxima vez que você encontrar-se enfrentando esse dilema, tente pensar sobre este fato simples, mas surpreendente: Você é feito de matéria. Para ser mais específico, você é feito de átomos.
Enquanto muitos escritores, como Carl Sagan, elaboraram uma profunda ligação entre os nossos átomos e as estrelas, eu gostaria de falar sobre um recurso astronômico diferente, que é menos óbvio, mas não menos real: nossa conexão com os buracos negros.
No entanto, antes que eu possa explicar a nossa relação com os buracos negros, eu sinto que é necessário rever alguns princípios fundamentais da natureza. Quase todo mundo já pelo menos ouviu falar de buracos negros. Muitas pessoas sabem que são poços gravitacionais do qual nem mesmo a luz pode escapar. O que muitas pessoas não sabem, porém, é que quase tudo é capaz de se tornar um buraco negro. Isso mesmo, qualquer coisa (você, eu, uma pizza, um gatinho…) pode se tornar um buraco negro.
Isto é devido a uma característica importante dos átomos: eles têm um monte de espaço vazio. No centro de um átomo está o seu núcleo, formado por prótons e nêutrons. Em torno do núcleo está uma nuvem de elétrons. Para colocar todo este espaço vazio em perspectiva: Se fôssemos ampliar o átomo de modo que o núcleo fosse do tamanho de uma bola de beisebol, a órbita do elétron seria de cerca de 3 quilômetros de largura. Se fôssemos remover todo o espaço vazio em todos os átomos que compõem a raça humana, toda a raça humana poderia caber em uma área do tamanho de um cubo de açúcar.
O objeto então se tornaria um buraco negro. Essa idéia parece estranha à primeira vista. Afinal de contas, os buracos negros são normalmente pensados para ser enormes aspiradores cosmológicos, sugando tudo ao seu redor. Este não é o caso, no entanto. Por causa da ampla natureza de matéria, os buracos negros podem ser muito, muito pequenos. Por isso, você pode se tornar um buraco negro! Claro, você teria que ser comprimido em uma esfera tão pequena que atende aos requisitos mencionados anteriormente, e eu não tenho tanta certeza se isso será algo confortável de fazer.
O quão pequena seria essa esfera? Em 1915, um físico alemão com o nome de Karl Schwarzschild resolveu este problema ao trabalhar com as equações de campo de Einstein envolvidas na relatividade geral. Em seu trabalho, Schwarzschild previu uma equação que poderia dizer o raio da esfera que o objeto teria de ser esmagado a fim de torná-lo um buraco negro. Tão complexo que isso possa parecer, a equação é muito simples: Rs = 2GM / c ^ 2, onde “Rs” é o raio de Schwarzschild, “G” é a constante gravitacional de Newton, “M” é a massa, e “c” é a velocidade da luz. Se você quiser descobrir qual é o seu próprio raio de Schwarzschild é, basta ligar a sua massa em quilogramas no lugar de “M”. Assumindo que o cálculo é realizado corretamente, o resultado será o raio de Schwarzschild. Esprema-se em uma esfera desse raio e você vai ser um buraco negro!
Agora, ser um buraco negro não significa que você vai, de repente, começar a sugar tudo ao seu redor. Sua massa não mudou para que o seu impacto gravitacional sobre seu entorno mude também. Por exemplo, se o Sol se tornasse de repente um buraco negro, todos os planetas continuariam a orbitar-lo normalmente, pois a massa permanece a mesma. Quando se diz que nada pode escapar de um buraco negro, a maneira mais precisa de dizer isso seria “nada pode escapar de um buraco negro depois de ter passado o horizonte de eventos”, que é o ponto sem retorno de um buraco negro.
Assim, no caso de uma crise existencial, olhe para o céu. Reconheça que estamos intrinsecamente ligados às maravilhas do universo que podem – e não podem – ser vistas. Como Neil de Grasse Tyson disse: “Isso me faz sorrir e eu realmente me sinto muito grande. Não é que somos melhores do que o universo, somos parte do universo. Estamos no universo e o universo está em nós.”

domingo, 10 de novembro de 2013

Buracos negros crescem mais rápido do que o imaginado

Astrônomos da Universidade de Swinburne descobriram como um buraco negro supermassivo cresce – e o resultado não foi como o esperado.
Por muito tempo, cientistas têm acreditado que buracos negros supermassivos, localizados no centro de cada galáxia, aumentam sua massa em sintonia com o crescimento de sua galáxia hospedeira. Contudo, novas observações revelaram uma drástica diferença em seu comportamento.
“Buracos negros estão crescendo muito mais rápido do que imaginávamos”, disse Alister Graham, autor principal do estudo.
Dentro das galáxias, há uma espécie competição para o gás disponível; tanto para a formação de novas estrelas quanto para a alimentação do buraco negro central.
Por mais de uma década, os principais modelos e teorias têm atribuído uma fração fixa do gás a cada processo, efetivamente mantendo a proporção de massa do buraco negro supermassivo da galáxia. A nova pesquisa revela que esta abordagem deve ser alterada.
“Nós agora sabemos que para cada aumento de dez vezes a massa estelar de uma galáxia, a massa do buraco negro aumenta mais de 100 vezes”, disse Graham. “Isso tem grandes implicações para o nosso entendimento da galáxia e da evolução dos buracos negros supermassivos.”
Os pesquisadores também descobriram que existe um comportamento diferente entre os aglomerados estelares que são observados nos centros de galáxias menores e em galáxias espirais, como a nossa Via Láctea.
“Quanto menor a galáxia, maior a fração de estrelas nesses densos e compactos aglomerados, “disse Nicholas Scott. “Em galáxias menores, cujos aglomerados centrais podem conter até milhões de estrelas, a massa do buraco negro é inferior à esses aglomerados.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Buracos negros quânticos podem ser pontes para outros universos.

Um buraco negro quântico, que usa a gravidade quântica em loop onde as previsões de singularidades de física-final desaparecem e são substituídas por pontes para outro universo. Em outras palavras, no lugar do buraco negro é algo que se assemelha a uma entrada aponte para outro universo. Continue lendo para obter mais informações e dois vídeos.
De acordo com o Sci TeCH Daily “, neste novo modelo, o campo gravitacional ainda aumenta à medida que você se aproxima do núcleo do buraco negro. Mas, ao contrário dos modelos anteriores, este não termina em uma singularidade. Vez gravidade, eventualmente, reduz, como se você veio na outra extremidade do buraco negro e pousou em outra região do nosso universo, ou em um outro universo completamente novo. Apesar de só dadas por um modelo simples de um buraco negro, os pesquisadores acreditam que a teoria pode banir singularidades de verdadeiros buracos negros também.

sábado, 2 de novembro de 2013

Maior estrela conhecida está sendo despedaçada

A maior estrela já descoberta pode dar aos cientistas uma melhor noção de como estrelas massivas morrendo semeiam o universo com os ingredientes para planetas rochosos e até mesmo a vida.
W26 é cerca de 1.500 vezes maior do que o sol, tornando-se a maior estrela conhecida do Universo. A supergigante vermelha está chegando ao fim da sua vida e acabará por explodir como uma supernova, antes de dar origem a um buraco negro.
“Estrelas com massa dezenas de vezes maior que a do sol vivem vidas muito curtas e dramáticas em relação às estrelas menos maciças” disseram os funcionários da Royal Astronomical Society (RAS), do Reino Unido. “Algumas das estrelas mais maciças têm vida útil de menos de alguns milhões (o Sol tem uma vida útil de cerca de 10 bilhões de anos) antes de esgotar seu combustível nuclear e explodir como supernovas. Bem no fim de suas vidas, essas estrelas se tornam altamente instáveis e ejetam uma quantidade considerável de material de suas camadas exteriores”.
Os astrônomos estavam usando o Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul, no Chile, para estudar o maior aglomerado de estrelas da nossa galáxia, a Via Láctea – uma coleção de centenas de milhares de estrelas conhecida como Westerlund 1 e localizada a cerca de 16 mil anos-luz da Terra.
Conforme eles olharam para W26, que fica dentro de Westerlund 1, os cientistas notaram algo estranho: A estrela gigantesca está rodeada por uma grande nuvem brilhante de gás hidrogênio.
Esta é a primeira “nebulosa ionizada” já encontrada ao redor de uma supergigante vermelha, e dará aos cientistas uma nova oportunidade de estudar como W26 e outras estrelas ejetam suas camadas antes de explodirem em uma supernova e eventualmente dar origem a um buraco negro.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Um buraco negro que você pode visitar e sobreviver

Quer uma viagem através de um buraco negro, sem ter a experiência incômoda da morte? Você está com sorte. Há um tipo especial de buraco negro que pode levá-lo a um outro tempo, ou talvez até um outro universo.
Os buracos negros são, tradicionalmente, as coisas mais assustadoras do universo. Enormes e misteriosos, eles vagam pelo universo sugando tudo o que se aproxima deles – qualquer coisa que ultrapassa o limite chamado “horizonte de eventos” não pode mais voltar, nem mesmo a luz. Uma vez que nem mesmo um fóton pode voltar quando atravessa essa barreira, nenhum evento que acontece dentro do horizonte de eventos pode ter um efeito sobre as pessoas de fora.
Mas há um tipo especial de buraco negro – chamado buraco negros em rotação -, que foi descoberto na década de 1960 pelo físico Roy Kerr. Não foi exatamente um choque, porque a maior parte do material que cai em um buraco negro já está girando. Às vezes, porém, a rotação de buracos negros vai um pouco além. Já virou um copo de água ou garrafa de refrigerante, de modo que o líquido dentro acaba formando um redemoinho? Às vezes, se você girar o suficiente, o líquido deixa um centro aberto e um anel de líquido girando em torno dele. O mesmo tipo de coisa pode acontecer em buracos negros de Kerr. Em vez de uma singularidade no centro, há um anel. E você pode passar por ele sem ser dilacerado.
O que há do outro lado? Muitas pessoas se perguntam. Algumas pessoas pensam que este tipo de buraco negro pode ser a chave para a viagem no tempo. Eles podem ser buracos de minhoca que nos permitem saltar entre diferentes pontos do universo. Ou eles podem ser portais para diferentes universos. Primeiro vamos ter de encontrar um, e depois vamos precisar de alguns voluntários para entrar neles. Você toparia?