sexta-feira, 11 de abril de 2014

Entenda como Júpiter ajudou a Terra a prosperar a vida



Júpiter está a mais de 588 milhões de km de distância da Terra. Mas, apesar dessa enorme distância, os astrônomos acreditavam há muito tempo que a gravidade do gigante gasoso é tão forte que desvia cometas e asteróides que de outra forma atingiriam nosso planeta.
Agora, um novo estudo lança luz sobre a forma como essa forte atração gravitacional pode ter influenciado o clima da Terra, o que, por sua vez, criou as condições necessárias para a vida prosperar em nosso planeta bilhões de anos atrás.
A gravidade de Júpiter, que é 2,5 vezes mais forte do que a da Terra, é capaz de influenciar outros planetas do sistema solar – incluindo o nosso próprio. Isto significa que, dependendo da forma como Júpiter interage com a Terra, a órbita do nosso planeta – e, por conseguinte, o seu clima – pode variar significativamente. Por exemplo, se o nosso planeta é puxado para mais perto do sol, o clima iria mudar como resultado.

O estudo, da Universidade de New South Wales e Royal Holloway University of London, rodou vários modelos de computador do nosso sistema solar, de acordo com um relatório de Elizabeth Howell da Astrobiology Magazine. A cada simulação, os planetas do sistema solar permaneceram em seu lugar, enquanto Júpiter se movia em diferentes órbitas, variando de circular a elíptica.
Os cientistas também mudaram a órbita de Júpiter para dentro e para fora, para testar o que teria acontecido se o planeta tivesse se formado mais perto do sol, ou mais longe.
Cada simulação foi tomada através de um espaço de tempo de milhões de anos, registrando onde a Terra teria estado a cada 100 anos, como resultado da posição de Júpiter.
Um estudo anterior pelo mesmo grupo de pesquisa descobriu que a posição de Júpiter tem uma influência marcante sobre o clima da Terra.

Ao compreender como gigantes gasosos afetam o clima em outros mundos, os pesquisadores esperam poder melhor restringir a pesquisa para outros planetas habitáveis ​​fora do sistema solar.
Vale lembrar que Júpiter age também como um escudo para a Terra. Sua enorme gravidade sempre desviou asteróides e cometas que eventualmente cairiam na Terra se o planeta gigante não estivesse ali.

Astrônomos podem ter descoberto a primeira exolua



Pela primeira vez, os astrônomos podem ter visto uma lua circulando um planeta alienígena – embora eles provavelmente nunca saberão ao certo exatamente o que eles encontraram.
Ilustração das duas possibilidades levantadas para o sistema MOA-2011-BLG-262. No primeiro caso, há um planeta errante e uma lua. No segundo, uma estrela e um planeta gigante.
Uma equipe de cientistas detectou um par de objetos distantes que poderia ser um planeta semelhante a Júpiter, porém sem uma estrela mãe, e uma exolua rochosa voando livremente através do espaço, ou uma pequena estrela fraca que hospeda um planeta cerca de 18 vezes mais massivo que a Terra.
Os astrônomos usaram uma técnica chamada microlente gravitacional, observando o que acontece quando um grande objeto em primeiro plano passa na frente de uma estrela a partir de nosso ponto de vista na Terra. O campo gravitacional do corpo nas proximidades dobra e amplia a luz da estrela distante, agindo como uma lente.

A lente gravitacional pode revelar muito sobre o objeto em primeiro plano – por exemplo, no caso de uma estrela, se hospeda um planeta e, em caso afirmativo, o quão grande é o mundo comparado com a estrela.
No novo estudo, a equipe observou um intrigante caso de lente usando telescópios na Nova Zelândia e no estado australiano da Tasmânia. Eles determinaram que o objeto em primeiro plano tem um companheiro em órbita com cerca de 0,05% da sua massa.
“Uma possibilidade é que seja um planeta errante e sua lua, o que se for verdade, seria uma descoberta espetacular de um tipo totalmente novo de sistema”, disse Wes Traub, cientista-chefe do escritório do Programa de Exploração Exoplanetária da NASA no Laboratório de Propulsão a Jato em Pasadena, Califórnia.
A equipe poderia resolver o mistério se soubesse o quão longe da Terra o sistema, chamado MOA-2011-BLG-262, está. Se estiver relativamente perto, MOA-2011-BLG-262 é provavelmente um “planeta errante” e uma lua; um sistema distante teria de ser tão grande como uma estrela para produzir os mesmos efeitos de lente, disseram os pesquisadores.

Infelizmente, a verdadeira identidade de MOA-2011-BLG-262 provavelmente continuará sendo um mistério para sempre. Eventos de microlente são encontros aleatórios, de modo que não haverá observações de acompanhamento.
“Nós não vamos ter uma oportunidade de observar o candidato a exolua novamente”, disse o principal autor do estudo David Bennett, da Universidade de Notre Dame. “Mas podemos esperar descobertas mais inesperadas que essa.”

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Eis o maior aglomerado de Galáxias conhecido



A imagem abaixo é o ACT-CL J0102-4915. Para os astrônomos mais íntimos, no entanto, ele é mais conhecido como El Gordo, porque é o maior aglomerado de galáxias do universo observável.
Uma pesquisa recente mostra que El Gordo tem o triplo de massa que o Aglomerado de Virgem, do qual a Via Láctea faz parte. São 3 mil trilhões (3 x 10^15) de massas solares, unidade de medida usada por astrônomos.
Quanto maior a massa, maior a quantidade de corpos celestes na galáxia, como estrelas, planetas e nebulosas – e maior é o aglomerado. Pesquisadores calcularam a massa de El Gordo medindo o quanto sua gravidade distorce as imagens de galáxias no plano de fundo.

Descoberto em 2011, El Gordo fica a 9,7 bilhões de anos-luz da Terra; ainda não se sabe quantas galáxias há dentro dele. Esta imagem do aglomerado, utilizada na análise da massa, foi capturada pelo telescópio Hubble.
Fonte: Gizmodo

Qual foi o primeiro alimento a ser consumido no espaço?



Pisar na lua pela primeira vez talvez tenha sido uma das maiores realizações tecnológicas, científicas e políticas que marcou uma época, dando início a uma fase mais concreta da exploração espacial.
No dia 21 de julho de 1969, Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin passearam pelo solo da Lua (o primeiro a pisar foi Neil seguido de Aldrin), fizeram os seus registros e depois voltaram para o módulo lunar, provavelmente com fome, mas o que será que eles comeram para comemorar? A resposta é bacon!
De acordo com as pesquisas de Amy Shira Teitel, do blog Vintage Space (do site científico Popular Science), após as primeiras pisadas na Lua, os astronautas fizeram a sua refeição com cubos de bacon. Sobre o cardápio da missão, Amy disse:
“Cubos de bacon estavam entre os alimentos armazenados no módulo lunar. E a refeição A, a primeira programada para ser consumida na Lua, era composta de bacon, pêssegos, cubos de biscoito doce, suco de toranja e abacaxi, além de café. Eles comeram a primeira refeição da História na Lua ligeiramente antes do previsto após o desembarque no Mar da Tranquilidade”.

No entanto, ter bacon como refeição nas missões espaciais não é novidade, conforme esclareceu Amy. Afinal, como qualquer boa organização dos EUA, a NASA também tem um caso de amor com essa parte defumada do porco. O café da manhã de diversos astronautas no espaço inclui esse item no cardápio, além de molho de maçã e a versão canadense de bacon.
O bacon é um alimento tão querido pelos cosmonautas que durante a missão Apollo 7, Walt Cunningham comentou uma vez com seu colega de missão Bill Pogue, durante um café da manhã, que "A felicidade é um pacote de quadrados de bacon no dia 10".

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O que é essa luz em Marte?



Um ponto de luz em Marte registrado pela sonda Curiosity gerou uma onda de especulações sobre a vida no planeta vermelho. Não poderia ser diferente. Afinal, a cada sinal fora do comum observado por lá pode se tornar alvo de muita curiosidade e comemoração pelos entusiastas da existência de extraterrestres.
No entanto, essa imagem que intrigou bastante os especialistas da área no princípio, já está sendo tratada como algo comum. Segundo o Live Science, os membros da equipe da missão disseram que flashes brilhantes de luz visíveis em Marte — nas fotos tiradas pela sonda em 2 e 3 de abril — quase certamente têm uma explicação perfeitamente normal.

Probabilidades

"Uma possibilidade é que a luz seja o brilho de uma superfície rochosa refletindo os raios solares. Quando essas imagens foram tiradas, o sol estava na mesma direção que o ponto brilhante, a oeste-noroeste da sonda e relativamente baixo no céu", explicou Justin Maki, o líder de engenharia de câmeras da Curiosity ao Space.com.

Maki também acrescentou que a equipe científica da sonda também vê a possibilidade que esse ponto brilhante seja da luz solar que atinge o CCD [charge-coupled device] da câmera, diretamente através de um orifício, o que já aconteceu anteriormente com outras câmeras da Curiosity e de outras sondas. Segundo ele, isso acontece quando a geometria da luz do sol que entra em relação à câmera é precisamente alinhada.
O especialista também acredita que seja possível que os flashes de luz sejam resultado do impacto dos raios cósmicos em movimento rápido com a câmera, esclarecendo que o fenômeno está longe de ser raro. "Em milhares de imagens que recebemos da Curiosity, vemos aquelas com pontos brilhantes quase todas as semanas", disse Maki em um comunicado da NASA.

Evidências
Imagem do mesmo local registrada pela câmera do lado esquerdo
As duas fotos (em preto e branco) que foram tiradas pela câmera de navegação da Curiosity do lado direito mostram o que parece ser um pequeno flash de luz brilhante ao longe (numa área de estudos chamada Kimberley), na frente de uma cratera que domina o horizonte.
Porém, a imagem captada pela câmera que fica do lado esquerdo da sonda, quase que simultaneamente a outra, mostra o mesmo local sem a luz, apoiando a possibilidade de ela ter sido mesmo apenas um reflexo de raio solar ou cósmico.

terça-feira, 8 de abril de 2014

AO VIVO, oposição de marte



Um alinhamento cósmico entre Sol, Terra e Marte ocorrerá na próxima terça-feira (08 de abril).
Chamado de "oposição", isso acontece com Marte a partir de nossa perspectiva da Terra a cada 778 dias, ou 2 anos, 1 mês e 18 dias.
Pense que a Terra e Marte são como dois carros de corrida em pistas circulares. No centro dessa pista fica o Sol, e como a Terra está mais próxima dele, ela viaja mais rápido, completando uma volta completa a cada 365 dias. Marte está mais longe do Sol e leva mais tempo, 687 dias. Ou seja, quando a Terra completa 1 volta ao redor o Sol, Marte está quase que no meio do seu percurso.
Por conta dessa configuração entre Terra-Marte, o Planeta Vermelho estará visualmente maior para nós observadores, principalmente se tivermos um bom telescópio à nossa disposição.
O projeto Slooh mais uma vez nos dará uma grande oportunidade, e como já é de costume, não poderíamos deixar essa data passar despercebida. Teremos o privilégio de observar o Planeta Vermelho em tempo real, a partir de telescópios localizados nas Ilhas Canárias.


Assista AO VIVO:

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Se você levasse uma bússola para o espaço ela iria apontar para onde?



Depende! A princípio, ela fica literalmente desnorteada. Se a bússola estiver em uma nave espacial, por exemplo, será afetada pelo campo magnético gerado pelos fios da própria espaçonave. Afinal, uma bússola nada mais é que um detector desse tipo de campo.
Caso o instrumento fique livre no espaço, longe de qualquer astro, não encontrará um campo magnético para onde apontar. É que, no vácuo próximo da Terra, o único elemento com alguma força magnética é o vento solar - o jato de partículas ejetado continuamente pelo Sol. Uma bússola convencional, porém, não notaria sua existência, já que ele produz um campo 5 000 vezes mais fraco que o do nosso planeta. Se ela se aproximar de algum corpo com campo magnético forte, como o próprio Sol, apontará para ele.

Já se ela estiver perto do astro, mas junto de uma das chamadas manchas solares (regiões escuras e pequenas, mas com um campo magnético fortíssimo), sua agulha será atraída por ela. Resumindo: o equipamento só serve como guia se estiver na Terra ou bem próximo dela. Nesse último caso, ele apontaria sempre para o Canadá - onde fica o Pólo Norte magnético, a centenas de quilômetros do Pólo Norte geográfico.